sábado, 9 de fevereiro de 2008

Entre nós



Entreaberta a blusa
Pele macia se apresenta
Fantasias, desejos constantes
Tão táteis
Tão próximos
Tão distantes.

Entreabertos os olhos
Brilho úmido, quase transparente
Ameaçado em lágrimas contidas
Assim sentidas
Pouco a pouco
Distraídas.

Entreaberta a história
Passado quase presente
Dias tão flutuantes
Pessoas, viagens
Sabores, poesia
Amores, amantes.

Entreaberta a alma
Pesada, leve, desconhecida
Escancarando idéias, melancolias
Sugerindo intenções
Despejando emoções
E alegrias

Entreaberta a blusa
Quando menos se supõe
A razão finge ser mais importante
O sonho foge
A realidade flui
Como um Chianti

3 comentários:

malmal disse...

olha, dos poemas que vc tem postado, este é sem duvida o que mais gostei , flui macio, gostoso e despretensioso, agradou demais...

bijim de sábado, esperando a musica de amanhã

Vilma disse...

O que se faz com uma blusa entreaberta? hahahahaha, mudou as "entreabertas", mas conteúdo almejado ainda é o mesmo, pelo menos é essa a visão da maioria dos "masculinos" de plantão...

Taty disse...

Mmmmmmmmmmmmmmmmmmm, preciso deixar minha blusa entreaberta mais vezes!