Absinto
Ela comia os meus corações com mesóclises enquanto descia pelo meu esôfago o doce árabe calafetado. Súbito, seu cúbito veio ao encontro da minha mão esquerda, enquanto suas saboneteiras vinham de encontro a meus lóbulos flamejantes. A multidão, disposta a corroer garatujas, aglomerava-se para observar a cena. Nem patrocínio, nem mecenas de Micenas garantiam nada em caso de sinistros. Levantaram-se-me minhas pálpebras com um ligeiro movimento pseudopático. Livrei-me das inconvenientes lantejoulas do seu vestido obnubilado de prismas hematófagos. Estava a ponto de interromper tudo, pois não me agradava a audiência desqualificada, quando um bando de gralhas asininas avançou vorazmente sobre a caterva, consumindo-a à vinagrete. Um consommé. Ela me olhou com seu olhar tórico, sempre sedutor e, sem mais astigmatismos, sucumbimos em rompantes glaucos.