quinta-feira, 27 de março de 2008

Frases para uma carta que não foi escrita

São Paulo , outonal, úmida e caótica

O tempo engana. Como discutem os físicos pós-relatividade : o tempo existe ? Existe a sensação do tempo. E também a sensação da distância.

Alguns meses podem ser pouca coisa em relação à idade do universo, mas quando bate as saudades a relatividade de Einstein que vá para o éter (foi ele que disse que o éter não existe ? nem aquele da famácia ?)

Não sei como é que ela faz isto . Acho que o fato dela viver dentro do meu coração permite que note coisas que eu não falei. Especialmente com esse meu jeito de não falar sobre melancolia ou tristeza... Ela capta tudo. Percebe tudo.

Concordo que as minhas mensagens tenham uma boa dose de vida. Afinal, ela continua e precisamos aproveitá-la , como dizia uma pichação antiga : “ a vida é curta, curta a vida “. Faço o possível, acho que sou bem sucedido em muitas situações .

Temos reações semelhantes como forma de circunloquiar as dúvidas e vulnerabilidades. Vamos para os livros, para os discos, para o cinema. Será que estamos tentando compensar o prazer real através do prazer estético ? Será só uma fuga ou será uma solução razoável ? Existe solução ? Existe algo que seja razoável ?

Quando apelamos para os prazeres ditos racionais acabamos sendo tocados por eles e agravando a sensação de ausência. Tudo é dirigido para nós. Quando estamos cheios de buracos os estímulos entram por todos os lados.

Já me fizeram, certa vez uma sugestopedia* sinestésica. Definiram “Sinesteana “ como um poema barroco. Gostaria de uma análise mais detalhada dessa concepção, mas nunca a recebi..

Waaaallll !!! Como diria o Paulo Francis. Vou dormir antes que comece a ficar romântico.

*A sugestopedia (segundo Luzanov) foi desenvolvida para aplicação em sala de aula, mas é possível praticá-la em casa ou em qualquer outro tipo de ambiente tranqüilo, desde que haja um mínimo de duas pessoas envolvidas no processo. Enquanto um lê (das duas formas previstas – leitura dramática e leitura lenta) o outro simplesmente escuta. A seguir, trocam-se os papéis.

3 comentários:

Vilma disse...

Nada é razoável quando estamos feridos.

malmal disse...

Waaaallll !!! Como diria o Paulo Francis. Vou dormir antes que comece a ficar romântico.

se este é um texto do não- romântico....
hummmmm...
admita, admita , vc é um romântico e daqueles incuráveis..
bijok

Fábio Adiron disse...

Mal : e eu que nem sabia que romantismo era doença...