domingo, 5 de julho de 2009

Contículo apostrófico


Ó Leonor, não caias. Olha, amada minha, a canção que vos ofereço, E vós, querida minha, podes vos machucar.

Lembrai-vos, ditosa mulher, o mar salgado, um pouco desse sal, são lágrimas do meu amor.

Moça, que fazes aí parada? Leonor, ó Leonor dos meus suspiros, o que fazes que não me respondes ?

Perdei vosso medo, vida da minha vida, e deixai que minha mão, esteio desse amor, vos ampare.

Apenas vosso pensar, querida, de se deixar cair em braços outros, fazem dos meus dias, curtos e longos dias, uma tristeza sem fim.

Leonor, felicidade minha, perfume dos meus olhos, cor saborosa, brilhante voz, não me abandones.

A vós, e somente a vós, ninguém mais, vos ofereço um coração.

apóstrofe: consiste na interpelação enfática a alguém (ou alguma coisa personificada).

4 comentários:

Juliana disse...

Que nome hein? Já foi cantado por Poe e Beethoven. E agora por Adiron.

Anônimo disse...

Te imagino pequeno:sentado no cadeirão com uma vara de pescar tentando catar as letrinhas no prato de sopa para dedicar a Leonor... hahahaha

Beijos

Vilma

clau disse...

...hihihi.
Penso que sofro deste mal, ainda pq sou muito chegada numa enfase!rss.
Boa semana, Fabio.
Bjs!

Ana disse...

Eu quero presilhas de caveira como as da figura....rs....