sexta-feira, 11 de abril de 2008

Traição lírica

Byron era um romântico exagerado. Pensando bem, que romântico não é exagerado.

Traí-lo é apenas mais um dos meus próprios exageros insanos :

Não iremos mais vagar

Não iremos mais vagar
Pelo fim da madrugada
Mas ainda hei de amar
Sob a noite enluarada

Espada além da armadura
A alma além da respiração
Precisa de ar meu coração
E o amor em repouso dura

Inda que a noite seja de amar
Inda que amanheça o nada
Não iremos mais vagar
Sob a noite enluarada


O texto original é :

Go no more a-roving

So we'll go no more a-roving
So late into the night,
Though the heart be still as loving,
And the moon be still as bright.

For the sword outwears its sheath,
And the soul outwears the breast,
And the heart must pause to breathe,
And love itself have rest.

Though the night was made for loving,
And the day returns too soon,
Yet we'll go no more a-roving
By the light of the moon.

Links para as traições antigas

5 comentários:

Lou Mello disse...

Fábio

Estou convencido, você é mesmo um traidor. Trai a nossa incapacidade para com a poesia, trai o nosso medo em expor-nos ao subir os montes gloriosos das rimas e versos, ou vice-versa.

Vilma disse...

Preciso de 01 cibalena e 10 copos d'água...

Georgia disse...

Prefiro pensar que você nao seja um traidor, rs.
Partindo das suas palavras do seu email...

Acabei de lê-lo, pois ele caiu no meu spam.

Amanha te respondo, pois estamos indo dormir por ser tarde. Mas gostei de saber que você está muito interessado em ao menos entender a proposta da blogagem.

Obrigada e boa noite

malmal disse...

te acho sempre corajoso pelas traições...belo poema

bijo

Juliana disse...

Se não me engano tem uma música do Leonard Cohen com essa letra