quinta-feira, 17 de abril de 2008

Quebrando os copos

Atenção. Antes de ler esse texto esteja consciente que ele trata de um tema que é tabu e, portanto você corre o risco de se escandalizar. Caso você seja do tipo que se ofende facilmente, recomendo que clique aqui

Eu nunca levei a sério essa história de que um copo pode melhorar ou piorar o gosto de um vinho. Ainda está para nascer alguém que me prove que Sangue de Boi numa taça Riedel é melhor que um Nuits-St-George num cristal Cica.

No entanto, a variedade de copos para vinhos é quase proporcional à variedade de vinhos disponíveis. O que provoca exageros que chegam quase ao limite de existirem copos de acordo com a safra de um mesmo vinho.

Os chamados especialistas vão alegar motivos técnicos, ou melhor, usando o termo certo, organolépticos, para o uso de copos de espessura, altura, largura diferentes de acordo com cada tipo de vinho. Outros defenderão as razões históricas. Mas ainda acredito que o maior motivo para essa variedade de taças seja o de alimentar a indústria de cristais.

Claro que existem alguns materiais que passam gosto para a bebida, especialmente os plásticos vagabundos e o estanho - se bem que esse foram muito usados na idade média, o que contrariaria as tais razões históricas.

Cuidados especiais que devem ser tomados se limitam à higiene dos copos. Lavar com água quente diminui a probabilidade de sobrarem restos de detergente. Enxugar bem evita que fiapos do pano de prato sejam engolidos com aquele bom cabernet. Lavar os copos que ficam muito tempo guardados exclui um possível gosto de pó - não se iluda, gosto de pó não deixa o vinho com um sabor mais envelhecido.

E, claro, o local de guarda dos copos não deve ser ao lado de produtos de aroma intenso que possam se impregnar nas taças. Vinho com cheiro de cândida não é exatamente uma experiência sensorial agradável.

A menos que você seja um sommelier capaz de detectar aromas terciários de margarida-do-campo naquele Pétrus de 1617 basta um tipo de copo para beber vinhos : que seja de vidro transparente (senão como é que você poderá ver a cor do vinho ?) e com haste para que não se segure pelo bojo da taça e esquente o vinho

De resto, use seu dinheiro para comprar melhores vinhos e não melhores copos.

5 comentários:

Volney Faustini disse...

Na verdade sua intenção era dizer 'copo de requeijão' ao invés de Cica ... he he

Mas é comum, e uma lição para a vida, quanta gente se liga na borda (às vezes literal) e esquece do central - da essência.

Me lembro de várias ocasiões, por motivos os mais diversos que brindei em copos menos nobres - improvisados até. O detalhe do detalhe era o recepiente.

Vivamos o momento. Sempre!

malmal disse...

Hehehe, admito que vc tenha razão quanto ao exagero, mas mesmo que sejam taças de vidro da Nadir Figueiredo, não abro mão das taças.
Tudo bem, se for preciso tomo em copo de geléia, copo de plástico, tomo no gargalo.
mas...dá pra manter o charme ou vou ter que apagar as velas do meu jantar especial, sob o risco do moçoilo pensar que se trata de velório?

bijok cristalinas

Vilma disse...

Adorei o site do discovery kids...kkkkkkkk, me ofendi com a crítica ao sangue de boi...kkkkkk, quantos aos copos, tudo depende da companhia e do motivo para o brinde.

Taty disse...

Na hora da sede e dependendo do momento, vale até vinho no gargalo, mas em copo de plástico? Só em último caso e espero nunca cehgar em último caso......

Juliana disse...

Os copos de requeijão agora são de plástico. Mas se o vinho for bom, que diferença faz?