quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Tango trágico

Geraldo já passara dos 50 e. como todo bom cinquentão, queria realizar seu sonho de adolescência e comprar uma motocicleta.

Não havia nada que impedisse, a mulher já estava conformada com o fato e ele tinha dinheiro suficiente para não acabar num crediário.

O único problema de Geraldo era que ele não sabia dirigir uma moto. Matriculou-se na moto escola, onde ia duas vezes por semana no final do dia.

Começou com as instruções básicas. Primeiro aprendeu a fazer o oito, sem perder a cadência nem cair na rede.

Em poucas semanas já dava a volta no quarteirão, sem nenhuma arrastada. Manuseava o freio sem sem enganchar em nenhuma fresta.

Começou a sofisticar sua técnica quando teve de fazer uma meia lua em volta da bolinha sacada pelo instrutor.

Com apenas uma empurradela colocava a máquina para planear, e nem deixava cair a cadeirinha.

Comprou uma Harley.

Resolveu estreiá-la numa noite de lua cheia. Saiu pelas ruas da cidade com a mulher na garupa.
Encaixou-se como um sanduíche entre os carros. Driblou os buracos e voleou as lombadas.

Mas não reparou na mancha de óleo. Tentou segurar firme e mandar na sua comparsa.

Não adiantou. Acabou no chão, com a moto caída sobre a mulher.

3 comentários:

Arimar disse...

Fábio.
Que tal mudar para uma "valsinha", e quem saber um "tricíclo"?
Beijos

Vilma Mello disse...

hahaha, por essas e outras eu nunca gostei de motos
beijos de quarta

Mary disse...

Existem 2 tipos de motociclistas: os que já caíram e os que ainda vão cair... rs...