sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Reprodução assexuada

Entrei na fase da educação sexual. Sinal dos tempos modernos o assunto aparecer no livro de ciências de um moleque de 10 anos.

Se assim é a realidade, vamos a ela. Era a matéria que o Samuel tinha de estudar para a prova de ciências.

O livro começava pelo básico. Aparelho reprodutor masculino, com os nomes oficiais daqueles penduricalhos que ele tem entre as pernas.

Aparelho reprodutor feminino, contando sobre órgãos que as meninas tem, mas ninguém vê.

Tudo muito bonitinho, Testículos produzem espermatozóides. Ovário liberam óvulos. Espermatozóides são ejaculados. Óvulos caminham em direção ao útero movido por cílios.

Viro a página do livro e... surge, do nada, um óvulo fecundado. E o tema passa a ser o desenvolvimento do bebê no útero.

Tudo bem, talvez a escola ainda não queira falar da parte mais divertida da coisa.

De repente, não mais que de repente, o assunto muda de novo. Entram em cena a camisinha e a pílula anticoncepcional.

Para que serve saber o que é uma camisinha (sim, eu sei para que serve) se ninguém explicou como é que a %¨&*# do espermatozóide chega no útero?

A pílula é só um jogo de esconde-esconde que não deixa o óvulo aparecer no útero?

Concluí que deva ser algum tipo de inovação pedagógica, educação sexual sem sexo.

Outra possibilidade é a de estimular a imaginação das crianças, assim cada uma pode inventar possibilidades para o encontro dos gametas.

Eu deixo por conta da sua imaginação as possíveis conclusões a esse respeito.

Como eu acho que a imaginação deve ser usada em outros contextos, expliquei para ele o processo completo.

Ato contínuo, ele perguntou se podia ir jogar bolinha de gude. O que, de fato, interessa mais um menino de 10 anos

7 comentários:

Vilma Mello disse...

Me diverti ao imaginar você explicando o processo completo...

Beijos de sexta

Bel disse...

Eu juro que tava esperando a explicação da parte mais divertida do processo completo. #Frustrada.

Lucila disse...

Genial!! Essas "simplificações" que tentam ser pedagógicas, geralmente servem para descobrir que bolinhas de gude podem ser bem mais interessantes em certos contextos!
Beijos

Rubinho Osório disse...

Permita-me corrigir: "educação sexual sem sexo", não. O correto no caso seria "educação sexual sem NEXO".
Pronto! Perfeito!!!

clau disse...

Esta fase ai é que é otima, Fabio!...
Pq aos 10 anos é sò, e apenas, uma materia de ciencias. Mas coloque mais 15 anos em cima e seus filhos estarao em toda uma outra fase...! rss
Bjs!

Fábio Adiron disse...

Vilma: eu também me diverti

Bel: está precisando de informação a esse respeito? Pede ajuda para o namorado.

Lu: nunca pensei com bolinhas de gude, dá tema para o blog

Rubinho: nexo? o que é nexo?

Clau: quando eles tiverem 25 anos não sei se eu ainda saberei exatamente para que serve isso

Elis Zampieri disse...

Lembrei dessa:
Pai o que é semi?
Semen filho?
É, semi...
Ah semen é blá-blá-blá-blá-bla. (meio enrolado, mas com esforço saiu)
Mas por que quer saber isso meu filho?
Ah porque...sabe aquele jogo que eu tava jogando? Dizia que Aquiles era um semi-deus. :-)