domingo, 15 de março de 2009

Contículo eufemístico

Expõe-me com quem deambulas e a tua idiossincrasia augurarei".

Um senhor pegou o carro de Antenor sem lhe avisar e sem a intenção de devolver.

Quando se deu conta que havia sido subtraído do seu mais prezado bem por um reles passador de cinco dedos, imediatamente desejou que o tal desembarcasse no porto de Lùcifer.

Imaginou que se tratasse de alguém que vivesse de caridade pública, o que não impediu Antenor de se referir ao usurpador do alheio como um filho do mesgramado.

Para tornar sua vida menos favorável, ainda teria de ouvir de Marieta que ele estava faltando com a verdade.

Justo ele, um operário dos consertos elétricos seria alcunhado como alguém a quem as verdades esqueceram de acontecer.

Por onde andariam os agentes da segurança pública no momento fatídico do ocorrido? Limpando o que fazem os cães?

Não negava que a situação tornara-se menos clara. Sem propriedade, sem quem lhe queresse bem. Sem a certeza de um futuro melhor.

Olhou para o céu e se imaginou como uma estrela divina voando no firmamento. Entregou a alma a Deus e foi ao encontro da indesejada da gente.

eufemismo: consiste em substituir uma expressão por outra menos brusca; em síntese, procura-se suavizar alguma afirmação desagradável.

Um comentário:

Lou Mello disse...

Seu post me parece uma gota caindo no oceano, embora pareça não fazer grande diferença, está lá contribuindo para o mar organizar tsunamis e maremotos.