sexta-feira, 13 de março de 2009

Como diria Ibiapina

Janúncio amoquecava umas tiras de xuri apocitadas quando notou traços de macega em sua mirabela.

Sabia que isso poderia deixar seu prato com um sabor adípico e deletério.

Imediatamente lançou mão do cintel e começou a sarjar seu cacico como quem usa o gorgaz no vergel.

Entre asafias e aravias ergueu um libame elastério e tradou nitente a xaí.

Enquanto esboroava a ave tal qual um parasselênio, caiu-lhe das mãos o natro clorificado e a malada, destruindo o lardo acepipe.

O prato virou um olobó que nem Éaco toleraria. Uma vera anástrofe.

Despejou tudo no aludel que atascou junto ao pé de pacová.

Júlio de Matos Ibiapina Nasceu a 22 de setembro de 1890, em Aquiraz, Ceará. Seu pai foi chefe político de Aquiraz. Especializou-se em línguas na Europa. Foi Professor Catedrático de inglês e um dos fundadores da Academia Brasileira de Filologia.

2 comentários:

clau disse...

Help!Aqui me falta o meu pai, mais que um bom dicionario! rss
Mas nao deixa de ser interessante escutar e ler coisas deste nivel.
Pq isto sò demonstra como a linguagem falada pode se diferenciar daquela escrita, mais erudita.
Obvio que aqui estamos em um extremo! Tanto qto alguns reporteres, professores e politicos, até, que soltam "pega ele" e outras mais, à cada 1'!
Pq o povo falar assim, atè passa.
Mas alguém que ocupe uma posiçao deste naipe, deveria dar o exemplo de, ao menos, procurar falar e escrever direitinho!
A lingua evoluir é uma coisa, mas ser tipo "assassinada" é algo bem diferente...!
Bjs, Fabio!

Juliana disse...

Não podia ser só um pé na jaca?