quarta-feira, 12 de maio de 2010

Paixão Esfigmomanométrica

Sempre que ela a encontrava ficava sialogogo, ela rubefaciente.

Ela lhe era hematopoética, ele lhe era midriático.

Eram sempre assim seus encontros, aquela sensação surfatante que dava motilidade ao amor e, ao mesmo tempo os tornavam antidiscinéticos.

Sua cardiotonicidade aumentara significativamente quando a conhecera, ela não conseguia mais disfarçar sua ciclopegia.

O jeito demulcente com que a tratava elevava a diaforese mútua e a paixão efervescia e flavorizava os lábios.

Nada que fizessem era excipiente ou placebo. Tudo induzia a taquicardias sistêmicas e não raras dispnéias suspirantes.

Viviam de maneira quelante em largo espectro.

Ele a acariciava de forma tópica, um efeito ansiolítico sem contra indicações.

Mesmo quando se desentendiam os efeitos eram anecóicos e se depuravam rapidamente.

Nunca tiveram intercorrências mais sérias. Nunca caustificaram o companheirismo.

Transfusionaram-se numa vida de total compatibilidade

5 comentários:

Vilma A. de Mello disse...

Vou ali tomar um remedinho e já volto...

Lucila disse...

Se persistirem os sintomas... que curtam a felicidade!!
Beijos farmacêuticos

Elis Zampieri disse...

Você engole um dicionário e quem sofre a indigestão é a gente...rs

Fábio Adiron disse...

Vilma: o remédio resolveu?

Lu: esses sintomas são muito persistentes

Elis : indigestão? toma o remédio da Vilma

clau disse...

Chooo...'to fora!
Hihihi!
Bjs!