quinta-feira, 28 de maio de 2009

Poema derradeiro

Vida não, resistência
Vontade de escrever um poema
único e último
Que não acabasse jamais

Sem tema
Com paixão
Sem compaixão do tema
Nem esquema

Que caminhasse meus passos
Que fechasse os meus olhos
Que não dissesse um engano
Nem gritasse um adeus

Cheio de metáforas absurdas
Aliterações inesperadas
Mais nada.

E que não fosse escrito num papel
Para ninguém lembrá-lo na hora final.

3 comentários:

clau disse...

Com certeza este seria tb o meu...
Bjs, Fabio!

Juliana disse...

Vai ser difícil, mas vou me esforçar para esquecer.

Anônimo disse...

Um poema derradeiro,
que se faz no primeiro e não no último minuto,
é um poema do absurdo,
do ilógico,
do apaixonante.

é um poema do fascínio da vida.

É o poema que ouvi,
ao ouvir o primeiro murmúrio de alguém...

(dedicado ao meu filho, claro)

Beijos, Ana.