segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Contículo cacofônico


Quando eu vi ela a vez passada achei que parecia uma moça fada. Pelo menos como a concebo não poderia imaginar outra cena que não a de Eva e Adão , eu paraninfo dela e ela, alma minha.

Eu havia dado a essa fada um prêmio por ter me tido em seus braços. Uma mão de pelica e a boca dela cheia de batom.

Por cada momento eu, antes um homem de pouca fé no amor, comecei a oscilar entre episódios de fé de mais e fé de menos. E até nos dias em que meu coração por ti gela, ela tinha o hábito de usurpar os sentimentos que por ti são.

Ela tinha voz de rouxinol. Nosso hino ela trinava muito bem. Como ela nenhuma ouve. Eu que nunca ganho no amor via-a partir dizendo : vou-me já !

Hoje ela confisca gado no sertão e não me pergunta mais do que : como está tu ?


Essa apenas uma brincadeira em cima dos vícios de linguagem, a anterior foi sobre Tautologia

4 comentários:

Cristiana Soares disse...

Que singelo... adorei!

E ri nessa parte: "Hoje ela confisca gado no sertão"

:-)

Pessoa Comun disse...

pérolas...hehehhe

divertidissimo

bijo

Vilma disse...

Você me superou! será?
hahahahaha!
tenho uma LUTA DIFÍCIL COMIGO MESMA sobre cacofônia!

Alice disse...

kkkkkkkkkk !!!...vc é muito moleque!
:-P
Beijo doido!