sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Como poema


Triste como nuvem
Meu coração não tem
Água para contar
O tempo passando

Suave como o mar
Minha canção não quer
Dizer palavras azuis
Nem viajar

Doce como flores
Tua paixão não quer
Chorar em adagios
A falta de céu

Triste como o mar
Suave como flores
Doce como nuvem

Não podemos nos render
à esperança
de esperar que nasça
num poema
O que nunca surgiu
no nosso caminho

Triste como flores
Suave como nuvem
Doce como o mar

Nada mais resta a dizer
Esqueço-me nos braços
e durmo no colo
De um bicho-papão

5 comentários:

Pessoa Comun disse...

se dormes, sonhas e quando se sonha tudo pode.

bijim de findi bom por ai.

malmal

Vilma disse...

Pensei que o bicho papão não descesse do telhado...interessante...

Lou Mello disse...

A poesia é zelosa. Exige sentimento para escreve e, igualmente, para ler. Incrível como ela pode dizer coisas tão diferentes com as mesmas palavras. Acho que você deve insistir, pois anda muito bem nessa trilha poética. Quanto ao bicho-papão, não se incomode. Ele não existe. Faz parte da velha tirania paterna.

Eduarda Petry disse...

Te achei no "Pessoa Comum" de Malmal, e resolvi dar uma olhadinha (já que não resisto a insanidades)

Me apaixonei pelo bicho papão, será que dá pra dividir o colo dele comigo??

Beijos.

Alice disse...

"Não podemos nos render
à esperança
de esperar que nasça
num poema
O que nunca surgiu
no nosso caminho"

... puro como a desesperanca que molda um desejo insano...
Lindo Fabio...lindo.
Beijo e carinho
Alice