sábado, 29 de novembro de 2008

Hai Kais em Camelot

Arthur

Espada na cinta
Amor lançado no chão
Inverno real

Guinevere

Seus cachos dourados
contrastando o mar de jaspe
Brilham no meu céu

Lancelot

Nunca fui herói
Exceto aos olhos da amada
que me é rainha

Galahad

Só os puros podem
lhe alcançar o coração
missão natural

Excalibur

Poderes brutais
Levaram-me ao seu dossel
Plena primavera

*Haikai (Haïku ou Haicai) é um forma poética de origem japonesa, surgida por volta do século XVI, que valoriza a concisão. O haikai é a arte de dizer o máximo com o mínimo. Cada haikai capta um momento de experiência, um instante em que o simples subitamente revela a sua natureza interior e nos faz olhar de novo o observado, a natureza humana, a vida. O grande mestre haikaista foi Matsuô Bashô (1644-1694). É um poema de três versos, escrito em linguagem simples, sem rima, com dezessete sílabas poéticas (sendo cinco no primeiro verso, sete no segundo e cinco no terceiro), e com uma referência à natureza expressa por uma palavra (o chamado kigô), que deve representar também a estação do ano.

5 comentários:

neli araujo disse...

Olá, Fábio!

Eu adoro hai-kais! Lindos estes!
São seus?
Gostei muito!
beijocas,
Neli

Juliana disse...

Me fez tirar o pó do disco do Rick Wakeman.

Lou Mello disse...

Na época em que eu era um simples vendedor de aparelhos de fax "importados" e não tinha problemas financeiros, conheci um japonês chamado Kanashiro. Ele observou meus conhecimentos filosóficos (que piada) e resolveu me ensinar um método por ele criado, baseado na passagem bíblica de Gideão. Escrevi um post sobre isso, perdido entre tantos na Gruta. O método consistia em dizer o que você desejasse, em uma única folha de papel.

bete disse...

Numa época negra de minha vida estive internada numa ala psiquiátrica, e num momento desejei imensamente escrever. O sábio psiquiatra me mandou uma pequena tira de papel. Eu não me lembro o que escrevi, só lembro que logo recebi alta.

Vilma disse...

Lindo hai kai, fiquei pensando em como as histórias se repetem...distoam num detalhe ou outro, mas a essência é a mesma... Seu Arthur ficou perfeito, embora meu preferido seja
Lancelot.

Um beijo

Vilma