sábado, 20 de fevereiro de 2010

Uma história de amor

Una bandada de mares tus labios,
sal ida
que no encontraré en estas palabras.
Jacob Lorenzo...


Para "O", de quem apenas transcrevi a história



William nunca imaginou que aquilo pudesse ter acontecido com ele. Não porque não acreditasse no amor, sempre fora um romântico, mas o que sentia agora transcendia tudo que sentira antes.

Gabriela mudara a sua vida. Mudara sua percepção do que era amar. Mudara até mesmo seus conceitos temporais a respeito do mais nobre sentimento.
Descobriu que a amava quando ele nem sabia que um dia ela entraria na sua vida. Mesmo antes que ela existisse, até porque ela só veio à existência depois dele.

Descobriu que a amava nos encontros intermitentes que tiveram, que ela era um sonho branco, salpicado de estrelas.

Descobriu que, sem saber, a amara acidentalmente nas ruas, nas escadas, nas casas.

Seus olhos não a viam no meio da multidão. Ele só via uma coleção de rostos, e ela, mesmo no meio deles, ainda não dizia nada para ele.

Até o dia que sua imagem saltou aos olhos de William, hipnotizando-o. E ele passou a querer sempre mais.

Provocou um encontro e, apesar do fato de que ela também o amava, ainda não tinha se apercebido disso.

A voz de Gabriela, que ele nem lembrava mais como era, completou a sedução. Mesmo assim, sem ela saber, ele a amava à distância.

E a amou durante todos contatos seguintes. Agora que a achara, não podia mais perdê-la.

Ela o amou no dia em que notou que ele prestava atenção nos seus detalhes.

Eles se amaram quando, enfim, tiveram o seu começo, mesmo entre nuvens carregadas.

E se amaram em todas as situações pelas quais passaram. Altos, baixos, tensos, relaxados, preocupados, tranquilos.

E quando chegassem perto do fim dos seus dias, descobririam que não existia o fim dos dias.

E que se amariam por tantas eternidades quantas surgissem diante deles. E depois das eternidades ainda por muitos anos.

Desde sempre. Para sempre

7 comentários:

Arimar disse...

Fábio.
É sempre confortante ler coisas de amor, nos deixa mais leve.
Fico pensando na grande verdade, quando se ama, "não existe fim dos
dias".
Bom final de semana.
Beijos.

Vilma Mello disse...

Texto e imagens fortes, uma delícia de se ver

beijos

clau disse...

Pois eu acho que esta sua estòria é uma metafora daquilo que seria o amor verdadeiro, onde o fulano ja deve ser um individuo predisposto a amar. E, principalmente, nao esperando que o ciclano tenha os requisitos para ser amado por ele e sim, que seja o alvo deste seu dom.Enfim...
Bela utopia esta de William e Gabriela. rss
Boa semana, Fabio.
Bjs!

Bel disse...

"E que se amariam por tantas eternidades quantas surgissem diante deles. E depois das eternidades ainda por muitos anos."

Eu disse algo parecido no dia do meu [primeiro] casamento. "E ainda que a morte nos separe, muito mais te amarei na eternidade".

É, ele conseguiu fazer a proeza de não me deixar cumprir a promessa!!! ;)

Fábio Adiron disse...

Arimar: eu também acredito nisso

Vilma: o amor é uma coisa forte

Clau: de utopia também se vive

Bel: mas tenho certeza que agora está com o cara certo

Anônimo disse...

Amor acaba quando o dinheiro acaba, vamo ser realista.

Casamento= ate que a pobreza os separe...

Fábio Adiron disse...

Meu caro (ou será cara) anônimo...discordo de você por experiência própria e de outros. Se o amor acaba por falta de dinheiro não era amor, era conforto financeiro...