quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Contículo aliterado

Em horas inda louras, lindas e lentas discutia duramente discursos dissonantes.

Ela, lógicamente, levou os lauréis lógicos com branda brincadeiras nada burocráticas.

Aliterava literalmente a letra litúrgica e, entre as vindas vendo varandas vazias me convenceu.

Só gente genial pode homanegear as janelas do idioma, pátrio, profano ou até picaresco.

Depois me disse docemente declarações de amor com ardor e sem temor.

E beijou-me junto ao junco do janeiro findado e fugaz.

Apaixonei-me perdidamente por perfeita pessoa.

E me fundi numa felicidade infinita finalmente.

Aliteração é uma figura de linguagem que consiste em repetir sons de sons consonantais idênticos ou semelhantes em um verso ou em uma frase, especialmente as sílabas tônicas.

6 comentários:

Vilma Mello disse...

Aliterei e acho que entendi o texto, será?

beijos de sexta

Lou Mello disse...

Fábio

Continuo lendo seus aforismos e outras figuras de linguagem, com certa regularidade. Não caia em tentação imaginando o contrário. Abraço.

Elis Zampieri disse...

Sexta feira, 00:01 é uma boa hora para não se ler esse texto.

Raquel disse...

É como o silêncio sinistro nessa sala silenciosa...nessa sexta feira solitária.

Fábio Adiron disse...

Vilma: você sempre entende

Lou: tenho certeza disso, ainda frequento a Gruta

Elis: mas acabou lendo..hehehe

Raquel. que o sábado tenha sido menos solitário

Arimar disse...

Cheguei depois da correção da lição de casa, he he.
Mas li , e adorei.
Beijos