quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Estrelas gêmeas

Cláudio saiu na varanda e começou a olhar para o céu. Era uma noite clara e o céu estava repleto de estrelas.

Pouco antes tinha lido no jornal a respeito de uma nova descoberta do Hubble, um grupo de centenas de estrelas azuis cercadas por nuvens brilhantes.

Apesar de sabê-las perto o suficiente da Terra para ser fotografada pelo super telescópio, ele não tinha a ilusão de que avistaria os astros da nebulosa de Tarântula da sua sacada.

O que não impediu os seus devaneios. Olhava para o céu mas o que via não eram as estrelas dessa nebulosa distante. Aliás nem as próprias estrelas da Via Láctea ele avistava.

Só conseguia ver suas duas estrelas azuis que moravam entre nuvens com brilho de champagne.

Não pensava na origem ou desenvolvimento de outros astros que não fossem os que lhe pertenciam.

Muito menos imaginava como seria o desenho da nebulosa aracnídea, até porque sempre preferira as cobras.

Sentou-se na cadeira de palha, continuou olhando o céu. A noite exalava perfumes de flores.

Aquela hora ela já deveria estar dormindo, e seus luzeiros apagados, o que não diminuía em nada a energia estelar que ele recebia.

Bebeu seu café, fumou mais um cigarro e foi dormir. Certo de que em algum lugar da galáxia, duas estrelas brilhavam só para ele.

Um comentário:

Vilma Mello disse...

Ele já deve ter descoberto que ás vezes as estrelas choram de alegria e por isso brilham tanto

Beijos de véspera de natal