quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Desembaraçados

O preservativo que é conhecido popularmente como camisinha foi inventado no século XVI por um sujeito chamado Gabriele Fallopio (sério, nenhum trocadilho, talvez apenas um capricho do destino), o mesmo que identificou uma série de órgãos humanos como o ouvido interno, as trompas e o ligamento que levam seu nome. Também nomeou uma série de tubos do corpo.

É importante notar que Gabriele tinha uma certa fixação pelos instrumentos de sopro de metal. A tuba do ouvido, as trompas. Se tivesse forma de tubo, era com ele. Talvez por isso mesmo tenham sido o inventor de um produto que entuba os falos.

O objetivo da criação da camisinha era meramente higiênico, ou seja, só para prevenir doenças. Fallopio, apesar de entender de tubos, talvez não entendesse muito bem do que circula por eles, e nem pensou na sua invenção como contraceptivo.

O equipamento era feito de linho embebido em ervas, o que temperava qualquer relação. Quando foi substituído pela borracha, as pessoas passaram a usar lençóis de linho como lembrança desses tempos ancestrais.

Anos mais tarde, o Dr Quondam, médico de Carlos II, assustado com o número de filhos ilegítimos do rei aperfeiçoou a invenção de Fallopio, já com objetivos anticoncepcionais. A criação de Quondam era feita de tripa de animais, o que levou alguns dos seus desafetos a declarar que ele não passava de um salsicheiro real.

De qualquer forma, embutida nas tripas de Quondam, aconteceu a primeira revolução sexual e os vendedores de miúdos nunca lucraram tanto como nessa época.

Foi Charles Goodyear, no final do século 19 que, entre produzir um pneu e outro, percebeu que as sobras de borracha poderiam substituir as tripas, iniciando o ciclo da borracha na Amazônia (isso nossos livros de história do Brasil não contam por hipocrisia moralista) e levando os comerciantes de tripas a buscar novos mercados gerando a invenção da linguiça calabresa.

Com o tempo as camisinhas de látex foram evoluindo até chegar na sua tecnologia atual, apesar de terem sofrido alguns furos no caminho (muitos pais e mães que o digam). O método de vulcanização da borracha deu a idéia de chamá-la de camisa de Vênus (se bem que quem usava era o seu amado Vulcano).

Segundo se especula nos meios científicos, o próximo passo de evolução do produto será o desenvolvimento de um modelo permanente, seguindo a proposta de Veríssimo, que já declarou que "macho que é macho não usa camisinha, plastifica-o".

5 comentários:

Vilma Mello disse...

Eu adoro essas sua pseudos aulas de história...hahahaha

beijos ( não plastificados)

Rubinho Osório disse...

Como diz meu: pra escrever algo assim, precisa ser muito desocupado!!!

Bel disse...

Cara, seus hiperlinks filologísticos são fantásticos!!! Hahahaha

clau disse...

Fabio...
Depois da minha ode ao bidet, como vc mm disse, só me faltava esta!...
E como sou ligada em arquelogia, devo dizer que os franceses nao foram la assim tanto inéditos. Isto pq ja existiam referencias de que os antigos egipcios ja se serviam do mm expediente.
Alias, penso que se fossemos mais para tras,paleolitico ou neolitico, tb escapariam coisas selhantes...rss
Pq o ser humano, masculino, sempre teve este seu lado meio "Fallopio".
...coberto de razão o Verissimo!...
Bjs!

Juliana disse...

...plastificado??