segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Óleos essenciais

Antonio chegou em casa já tarde, mas completamente sem sono. Tirou a camisa com todo cuidado e colocou-a em cima da cama.

Começou a remexer em todos os armários, inspecionou cada um dos maleiros, revirou a despensa e não encontrava o que queria.

Sentou-se à beira da cama e respirou fundo. E aí é que ficou mais ansioso para resolver o seu problema.

Pensou em vidro, metal, papelão, nada lhe parecia adequado. Os saquinhos para congelar alimento não eram suficientemente grandes.

Plástico. Era isso. Mas precisava ser um plástico que não tivesse cheiro. Ligou o computador e foi pesquisar.

Encontrou um lugar que tinha exatamente o que ele queria. Mas teria de esperar até o dia seguinte. Como faria durante a noite?

De qualquer forma, faltava pouco tempo para amanhecer. Ficou acordado.

Às 7 horas estava na porta da loja que só abria às 8. Quando o primeiro funcionário chegou ele disse o que queria.

Pagou em dinheiro, não quis que embrulhasse. Voltou rapidamente para casa com a caixa plástica e o tubo de silicone.

Pegou a camisa que estava exatamente no mesmo lugar. Cheirou-a delicadamente para que ela não perdesse nem um pouco do aroma.

Dobrou-a, colocou na caixa plástica. Lacrou todo seu entorno com silicone. Por via das dúvidas ainda colocou-a em outro saco plástico.

Dormiu feliz. Nunca mais perderia o perfume que ela tinha deixado na sua camisa. O cheiro essencial do amor.

5 comentários:

Vilma Mello disse...

Que ótima idéia ele teve...

beijos

Lucila disse...

Delicioso...

bjocas

Juliana disse...

Gostei da foto, mas não consegui ler o nome, o que é?

Rubinho Osório disse...

Já passei por isso...

Raquel disse...

Hum...isso me lembrou uma história de Patrick Suskind...