sábado, 14 de novembro de 2009

Insano rural

Eu nunca fui um sujeito muito rural. Não que não goste do campo mas nunca tive mão boa para as lides agrícolas.

Ou melhor, não tinha. Até descobrir minha afinidade com as cucurbitáceas. Aliás, a minha afinidade com uma, em especial, Cucurbita pepo L.

Das demais plantas da família, a única outra que me cai em mãos, de tempos em tempos, é algum pepino, mas só para descascar.

Já a Cucurbita à qual me afeiçoei é um fruto de fácil digestão, rico em niacina e vitamina B e possui poucas calorias (o que é bastante recomendável no meu caso).

Se bem que não é o consumo que me atrai, mas a produção. Tanto de um tipo como do outro.

Um deles é a cucurbita menina, que tem corpo curto e pescoço longo. Sua parente, a italiana, já é esguia e sem pescoço.

A menina aparece de julho a dezembro, a italiana de setembro a janeiro. De fevereiro a junho eu fico de mãos abanando.

Normalmente são verdes, mesmo quando estão maduras. Raramente amarelas.

Elas precisam de trato cuidadoso, são sensíveis e se machucam se apertadas. Também pode se ofender, se tocadas com unhas mais agressivas.

As melhores são as pequenas. Quanto menores, mais tenras e saborosas.

Os frutos ainda com pedaço do seu ramo se conservam por mais tempo e podem incrementar várias receitas.

Mas elas só combinam com temperos marcantes que realcem seu perfume.

Se você ainda está em dúvida, eu esclareço. Descobri a minha vocação: plantar abobrinhas.

5 comentários:

Vilma Mello disse...

Boa colheita para você

beijos de sábado

Juliana disse...

Finalmente você reconheceu

Bel disse...

Não sou nada amiga de vegetais... Adoro "porcaria"!
Bjooo

Rubinho Osório disse...

Antes plantá-las do que verbalizá-las, não?

Elis Zampieri disse...

Ah eu te ensino um receita de uma cucurbita recheada que é uma belezura! Minha segunda especialidade. Só estou cá pensando agora: De que espécie será minha cucurbita? Acho que ela é italiana também.

Bacio