quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O lugar comum dos conticulóides

Ameaça

Ele sempre dizia para ela que, por amor, seria capaz de matar ou morrer. Um dia ela não aguentou mais e disse que ele não teria coragem de matar sequer um pernilongo. Os dois foram encontrados na cozinha, cada um com um tiro na cabeça.

Pânico

No meio da conversa a ligação do celular caiu. Justamente quando ele explicava que estava no trânsito e que estava atrás de uma ambulância. Sem conseguir falar de volta, ela entrou em pânico e passou a noite toda, de hospital em hospital, tentando descobrir em que ambulância ele tinha chegado.

Desengano

Ela chegou mais tarde do que o habitual. Sua explicação deixou a desejar e ele passou os dias seguintes com um ninho de pulgas atrás de ambas orelhas. Passou a controlar todos os passos que ela dava. Quase morreu de vergonha quando descobriu que ela contara a verdade. O que não impediu que criticasse a pobreza da sua construção de argumentos.

Distração

Ele tinha só um objetivo encerrar com chave de ouro a festa que preparara para o aniversário da amada. Encheu a casa de flores, preparou o jantar e escondeu o anel de brilhante que daria de presente. Só esqueceu de avisá-la da comemoração. Enquanto ele esperava em vão, ela comemorava num happy hour com as amigas.

5 comentários:

Vilma Mello disse...

Hoje isso aqui está de morrer... de rir

beijos

Bel disse...

É pra se ter mais cuidado com o que se diz... Ai ai ai!
;)

clau disse...

Eu gostei de todos!
Mas amei o Panico e o Desengano. Talvez pq me enxerguei neles. Hihihi!
Bjs!

Rubinho Osório disse...

Tá vendo o que dá andar atrás de ambulância!?!?

Raquel disse...

Caramba! O pernilongo bem que poderia ter pousado no pé...