terça-feira, 6 de outubro de 2009

Catalisadores recíprocos

Os relacionamentos amorosos, assim como qualquer coisa na vida, podem se desenvolver de forma mais ou menos veloz.

Essa velocidade depende fundamentalmente da capacidade de reação entre as partes.

Se vão passar dois anos só de mãos dadas e trocando beijinhos, ou se vão se atracar dentro do carro duas horas depois de começado o primeiro encontro, também pode depender de quais são os catalisadores utilizados.

Diz a química que um catalisador é uma substância que afeta a velocidade de uma reação, mas emerge do processo inalterada. Eles podem atuar diminuindo a energia dos elementos, o que facilita a agilidade da reação.

Os melhores, no entanto, são aqueles que aceleram os hormônios, sem provocar reduções energéticas. Até porque, é justamente nesse tipo de situação em que há maior necessidade de energia.

Os catalisadores promovem mecanismos moleculares e musculares diferentes para cada reação. Alguns que parecem inertes na maior parte do tempo, podem reagir de forma poderosa quando provocados.

Existem catalisadores naturais e sintéticos. Esses últimos, geralmente são encontrados nas melhores lojas do ramo e podem variar de uma mera garrafa de cerveja a uma jóia da Tiffany´s.

Os catalisadores alcoólicos, ainda que muito populares e funcionais, geralmente afetam o rendimento e a seletividade (especialmente essa última).

Dependendo da originalidade de um ou outro dos elementos, a catálise pode ser básica. Se a ironia e a jocosidade estiver envolvida, os catalisadores ácidos são mais indicados. As situações heterodoxas só se resolvem com catalisadores ácido-básicos.

Nem todas as reações terminam bem. Por melhor que seja a catálise, essa pode provocar uma tranferência de fase em um dos elementos. Essas reações costumam ser muito velozes e, ao final delas, cada um retorna para o seu grau de reatividade, ou para a falta dela.

No caso dos elementos estarem em fases de vida muito distintas, o que ocorre é uma catálise heterogênea e não ocorre na primeira tentativa de reação, mas em fases. É o caso típico em que um dos elementos precisará controlar, temporariamente a sua energia, até que a velocidade do outro entre em sincronia.

Quando os similares se atraem para a reação, nesse caso, uma catálise homogênea. O elemento catalisador é co-participante da reação, mas não se consome nela e, o que acontece, é que os próprios elementos são catalisadores recíprocos e permanentes.

6 comentários:

Raquel disse...

Putz...assim fica difícil a gente se entender,vamos cortar essa parte...

Vilma Mello disse...

Nunca fui boa em química, depois dessa então...

beijos de terça

clau disse...

Ah... entao o antidoto mais eficaz para acabar com a açao catalizadora de qq coisa deste tipo seria, com certeza, uma açao matrimonial!
Hihihi!
Bjs!

Rubinho Osório disse...

"os próprios elementos são catalisadores recíprocos e permanentes."
Eis aí o grande segredo. E a grande dificuldade. Felizes os elementos que se transformam em catalisadores recíprocos e permanentes!!!

Pedro Vergani disse...

"Fábio Adiron disse...
Exatamente o que é isso?"

São as cores que vou usar na animação que eu estou fazendo como TCC. Cada quadro daqueles corresponde a uma cena do filme (só que com as formas simplificadas.

Anônimo disse...

Muito bom! otima comparação com os relacionamento afetivos.
Adoro química,essa linguagem eu entendo .
beijos