domingo, 14 de junho de 2009

Victoria, et pro victoria vita.

Por mais que eu tentasse entendê-la sempre tive as minhas dificuldades. Ela era um mistério para mim.

Mais de uma vez perdi alguma das minhas partes. Ela me ameaçava: decifra-me ou devoro-te. Eu, ingenuamente aceitava o desafio.

Primeiro levou meus pensamentos. E, sem eles, minha capacidade de desvendar suas charadas ficou ainda mais limitada

Depois começou a se apoderar do meu corpo, pedaço por pedaço, de uma forma que eu não podia sequer me mexer sem sentir a sua presença.

Me propôs anagramas. Eu sonhava com letras sobrevoando minha cabeça. Não demorou muito ela carregou meus sonhos.

Como se esses não lhe bastassem, em seguida se apoderou também dos meus devaneios.

O golpe final foi quando ela me propôs um enigma onde estaria em jogo tudo ou nada.

Claro que ela venceu. E levou o meu coração.

Hoje, nada mais tenho para apostar. Mesmo assim me sinto o maior vitorioso do mundo.

5 comentários:

Lucey disse...

Pode ensinar como sentir-se votoriosa frente as perdas, elas têm sido cruéis comigo.
Beijos muitos.

Bel disse...

Hummm, então o nome dela é Victória!
Bjo!

clau disse...

Certo que seria mais adequado se lançar mao de um oraculo para provar decifrar melhor o texto que, plasticamente, é tao bonito.
E eu que nem pensava se conseguisse este resultado com palavras!...
Boa semana.
Bjs!

Juliana disse...

Cada jogo tem as suas regras. Os melhores não tem perdedores.

Anônimo disse...

Nesse caso acho que fizeram uma troca, você deve ter ficado com exemplares menores, mas não menos intensos.Todos perderam e todos ganharam.
Sem charadas, anagramas ou entrelinhas,apenas saudades...

Victória