terça-feira, 23 de junho de 2009

Um baile

Tu, ontem,
Na dança
Que cansa,
Voavas
Co'as faces
Em rosas
Formosas
De vivo,
Lascivo
Carmim;
(Casemiro de Abreu)

Houve um tempo em que não passava de um sonho.
Uma imagem clara, ainda que distante, num grande salão.
Tocava a valsa e ela rodava na minha cabeça.
E eu a amava nos meus sonhos.

Veio o tempo em que se tornou real e palpável.
Muito além de mera reflexão, numa sala de largos tacos.
Tocava o bolero e eu a conduzia pela mão.
E eu a amo bailando nos meus braços.

Virá o tempo em que se eternizará em mim.
Uma fusão presente nas pistas da emoção.
Tocarão todos os ritmos e iremos de braços dados
E eu a amarei no salão de bailes da minha vida.

5 comentários:

clau disse...

Ah...o nosso Casemiro de Abreu.

Sabe Fabio, eu penso que o melhor de tudo é sempre a parte do sonho. O sonhar.
Para eterniza-la temos que alçar os nossos pès dos tacos, e conduzir uma pena, guiada pelo nosso pensamento, em um baile de palavras e de emoçoes.
Enfim...
Nada como o mundo do irreal e do impalpavel, rss.
Bjs!

Arimar disse...

Muito lindo.
É para pensar e sonhar.

veronica disse...

Adoro dançar...
bj

Elis Zampieri disse...

Sonhar é acordar-se para dentro.
Mário Quintana
E quando a gente sonha os dias sempre nascem ensolarados.

Anônimo disse...

Que lindo! no reino da poesia...tudo é possivel
beijos