terça-feira, 14 de abril de 2009

Lapidação

Tantas faces tem
um lapidado diamante.
Em todas elas, cor, clareza e cortes precisos.
Tantas faces me apresenta,
tantas necessito
Em cada uma delas a jóia e o coração errante

Facetas se espalhando
entre a mesa e o pavilhão
Sobre elas a coroa, na base o pinhão.
Aqueles que questionam sua dureza
Não sabem o ponto de clivagem
da beleza

Um brilhante é limitado
A um número determinado de faces
Você, por outro lado,
é sempre uma surpresa
No meu coração a única certeza

Nascido no fogo
em altíssima pressão
Colhido no remanso de águas cristalinas
Amor que surge em erupção
Alaga a minha alma
Bailarina

8 comentários:

clau disse...

Saber fazer versos é um dom, que transcende as regras e tb as intençoes.Pq precisa de pitadas de inspiraçao e de toques que vem do coraçao.
Gostei.
Bjs, Fabio!

Anônimo disse...

Só não entendi o alma bailarina... Sem preconceito, é que alma dançando não me parece acontecer... No mais, ô delícia ser diamante. Beijo lapidado com carinho.
Maria.

Ana disse...

Pessoa romântica é outra história....

Fábio Adiron disse...

Maria: aí que você se engana, algumas almas dançam maravilhosamente

Elis Zampieri disse...

Bela analogia... Linda composição!
Beijos

Arimar disse...

Fábio.
Essa sua alma de poeta transcende a poesia.
Lindo demais.
Beijos.

Rubinho Osório disse...

Inspirado garoto!!!

Juliana disse...

Gostei do braço dentro do diamante