sexta-feira, 17 de abril de 2009

Amor bem distribuído

Godofredo nunca sentira nenhuma correlação por Fermata. Num primeiro momento ela lhe pareceu apenas uma mulher mediana que andava de acordo com a moda.

Até o dia que começou a sentir variâncias. Testou algumas hipóteses e concluiu que sofrera um desvio padrão nos seus sentimentos. Imaginou ser apenas uma regressão, apenas uma sentimento qualquer fora da curva.

Não era. Fermata era um ocorrência real de personalidade múltipla. Um ponto de inflexão na sua vida quase normal.

Começou a fazer média com ela, com bastante frequência, mas ela não se rendeu às tendências de Godofredo.

Ele passou a fazer amostragens contínuas dos seus dotes. Mas tinham grande dispersão, o que gerava nenhuma significância.

Percebeu que precisava de váriaveis que aumentassem as suas probabilidade, que lhe dessem alguma esperança.

Godofredo pensou em alguma atitudes não paramétricas que fossem mais robustas que suas cantadas aleatórias e não direcionais.

Um dia, totalmente desprovido de inferências, ele ultrapassou todos os seus limites e abordou a região crítica de Fermata

Fermata, que não estimava uma ação assim viesada abriu mão da sua confiança e de suas margens de erro, e se atirou nos braços de Godofredo.

Nunca houve aderência como aquela, tal a homogeneidade dos seus graus de liberdade.

Na primeira contigência, juntaram seus resíduos numa intersecção que jamais prognosticariam.

Geraram uma coleção de dados populacionais indescritíveis.

4 comentários:

Elis Zampieri disse...

Por indução, e partindo de inferências, cheguei a uma proposição: Eles também foram felizes para sempre.

Bjos!

Anônimo disse...

Que criatividade!!Muito bom.
beijos

Fábio Adiron disse...

Só para efeitos estatísticos. Juntando meus 4 blogs, esse é post de número 700

Rubinho Osório disse...

Parábola integral!!!