domingo, 5 de abril de 2009

Escreveria Elia

Mesmo em seu êxul Romanov nunca perdeu seu vezo gateador.

Vestia sua gonga e passeava pelas alamedas distribuindo sorites flâmeos, era um fanal emitindo alectorofonemas.

As garotas renitiam ao sicofanta oferecendo negaças à sua lipitude.

Um dia, já tomadote, colimou uma arruadora que descia a covanca.

Por não ser polímata, mal notou que a refece hirudina tinha merocele, além de ser anota.

A beliz notou que era uma opima chance, cobrindo Romanov de aporemas e, numa favila, maniatou-lhe como um lictor.

Desde então ele tornou-se atérmano, tanas e biofóbico.

Sylvio Edmundo Elia, nasceu no Rio de Janeiro (RJ), a 4 de julho de 1913 e faleceu no Rio a 16 de novembro de 1998.Foi ensaísta, filósofo, lingüista, professor universitário e Doutor em Letras. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Filologia

6 comentários:

Anônimo disse...

Ele foi isso tudo e escreveu isso ai? É triste ler e não entender uma única frase...
Beijo ja de domingo.
Maria.

Elis Zampieri disse...

Ai que lindo! Mais um daqueles que deixam a gente sem palavras! :-)

Juliana disse...

Estou começando achar, ao contrário de Nietzche, que a insanidade individual não é exatamente uma exceção.

Lucila disse...

CREDO!!!! Não posso nem dizer se o texto é romântico ou se é uma tragédia. Só sei que me senti como se estivesse em um país desconhecido, sozinha e sem dicionário!!! Não é uma sensação boa... rsrsrs
Beijos

clau disse...

Veja vc, Fabio:
Nos dias de hoje, basta colocarmos os pés fora de casa, e nao importa que seja na rua 12 de outubro, ou no boulevard Haussmann, ou em Regent st ou mm na via Veneto, que o que se escuta sempre beira o ininteligivel...
E menos mal que este aqui é do tipo erudito!
Pq um experto linguista estaria à anos luz de quem marreta a lingua impiedosamente.
Hihihi.
Bjs!

Ana disse...

Sem palavras..hehehhe

[:O]