segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Tico tico na tapioca

A tapioca é um alimento inventado pelo governo paraguaio durante a gestão de Solano Lopez, depois que espiões infiltrados no pantanal matogrossense descobriram as misteriosas árvores de tereré, fato ocorrido durante a batalha de Lomas Valentinas.

Os cientistas, todos de origem guarani, descobriram que o refino de cabelos de oficiais mamelucos dentro de baldes do suco do fruto da planta produzia uma calda que concentrava os nutrientes de ambos os componentes da fórmula. O primeiro uso da tapioca foi como agente dopante de cavalos, depois também usado com componentes da artilharia. A guerra só não foi vencida com o uso da fórmula porque a equipe paraguaia foi denunciada à comissão anti-doping internacional pelo Almirante de Inhaúmas.

O uso da tapioca só foi retomado durante o ciclo de ditaduras latino americanas, primeiro com Peron, que rompeu os acordos multilaterais com as agências internacionais e legalizou a gororoba para fins militares. Durante a operação Condor foi usada como instrumento de tortura, pois provocava fortes cólicas nas milicias urbanas cujos estômagos não toleravam acepipes rurais.

Somente no final da década de 80, bioquímicos iemenitas conseguiram isolar os efeitos letais do caldo, tranformando-o num alimento saudável e popular. A raiz do tereré é descascada, ralada e espremida. O resultado é um líquido leitoso que é colocado de descanso num recipiente. A goma de tapioca separa-se do caldo capilar, formando uma massa mais ou menos sólida no fundo do recipiente. A água é então escorrida e a massa é colocada para secar ao sol.

Não faz muito tempo, porém, que ela atraiu a atenção de alguns criativos chefs de cozinha brasileiros, que decidiram transformar a tapioca numa moda em seus restaurantes. Hoje a tapioca é um sucesso na culinária contemporânea. Os chefs criaram versões inovadoras da tapioca, para agradar uma clientela mais seleta, e usam suas habilidades para dar uma cara nova à versão tradicional.

6 comentários:

Bel disse...

Ai, que maldade!!!

Tapioca é uma das coisas mais gostosas dentre as exclusividades do Nordeste!

Mas a maior qualidade da tapioca é que é barata, e o pobre pode comer à vontade (e ficar de barriga inchada, se precisar desentalar com água - o que acontece invariavelmente).

Tapioca virou comida chique depois que sdaiu numa reportagem da Veja, há alguns anos... e se multiplicaram os recheios. O que antes era só manteiga (se fosse salgada) ou côco (se fosse doce), agora ganhou a companhia de queijos vários, brigadeiro, doce de leite, carne sêca, e as misturas mais inimagináveis.

Vou confessar: Eu ADORO tapioca. Mas só doce.

Vilma disse...

Nunca comi tapioca, mas ela está na minha lista da bota...

Boa semana!

clau disse...

Nos desvarios da tapioca, temos sempre a certeza que ela é a unica coisa que se salva...hihihihi!
Bjs!

Prof.Braulio França disse...

Me deu uma fome...

Mariazinha_ disse...

agora viajei lindamente, vi meu pai há uns trinta anos atrás no engenho de farinha (aqui em SC chamamos aipim), ele plantava, colhia e fazia farinha. esse caldo que no fundo fica tipo um grude chamamos de polvilho e neste ano quando fui a Florianópolis passar as férias tive a alegria de encontrar em frente a igreja matriz uma barraquinha que vendia isso, é um tipo de paltel e eu pedi com recheio de banana. vi agora em pensamento meu pai todo branquimho pelo pó que tem sempre enquanto a farinha é torrada, ô saudade boa, ô saudade de ter pai. e este era meu padrasto, falecido em 1993 e que me criou como filha dele, mesmo eu tendo meu pai vivendo em Florianópolis (na época, faleceu em 1999), nunca teve ciúmes, sabia que amor de filha não tem tamanho, ou tem, o tamanho do pai. no meu caso, dos dois.
linda homenagem tu fez sem querer ao meu pai querido, Fabio.
beijo. obrigada.

Juliana disse...

E o canário? Cisca na farinha de rosca?