sábado, 9 de agosto de 2008

Devaneio qualquer

Whitman já dizia que era contraditório por ser vasto. Não sei se sou vasto. Grande, com certeza.

Aprendi que quanto mais amplio meus horizontes, mais conheço, mais experiências tenho, mais aprendo a gostar de coisas e pessoas, em tese, mutuamente excludentes.

Por menos que essas pessoas consigam entender esse prazer diante de situações conflitantes.

Por menos que as pessoas desconheçam as razões pelas quais gosto de outras. Nem sempre é possível distribuir o gosto pela diversidade,

Eu não preciso de motivos racionais para gostar de pessoas, nem de lugares, nem de coisas. Talvez por isso mesmo não tenha a percepção dos conflitos.

Ou, quando tenho, não me importo que ele esteja presente.

Distribuo meu amor e meu carinho indiscriminadamente. Recebo-os de volta com prazer.

O conhecimento e o prazer não se encerram. Nunca estão fartos.

Eu também não me farto.

"Esta manhã, antes do alvorecer,
Subi numa colina para admirar o céu povoado,
E disse à minha alma:
Quando abarcarmos esses mundos
E o conhecimento e o prazer que encerram,
Estaremos finalmente fartos e satisfeitos?
E minha alma disse:
Não, uma vez alcançados esses mundos
Prosseguiremos no caminho."
(Walt Whitman)

4 comentários:

Juliana disse...

Será que algum dia abarcaremos esse mundo?

Profe Elis disse...

Só por um momento, deixaste de lado seus contos insanos. Devaneios também...Mas esse, mais profundo, lindo!

Vilma disse...

Nunca se farte, quando tudo estiver a contento, aprecie sem medida.

Juliana disse...

Nós agradecemos a distribuição de carinho diário.