quinta-feira, 29 de abril de 2010

Escola fetichista

Quando baniu as cinturas gordas da corte, através do decreto lei de 27 de julho de 1550, Catarina de Médicis não imaginava que estaria fundando uma nova escola filosófica fetichista, o corpetismo espartílhico.

Também não poderia imaginar que algumas mulheres iriam se atirar no Lago Como, depois de tentarem, sem sucesso, vestir vários modelos de espartilhos e corpetes. Existem suspeitas que, na verdade, muitas delas não cometeram suicídio, mas foram jogadas no lago pelos maridos inconformados com a quantidade de ganchos e botões que tinham de prender todas as manhãs.

Foi justamente a quantidade de ganchos que provocou a invenção da vestimenta. Depois de tentar fazer seu filho fugir voando do labirinto que ele mesmo criara, Dédalo foi condenado a se auto-castigar em outra das suas invenções. Até o fim da vida foi obrigado a abotoar e desabotoar o corsete da mulher do rei Minos, três vezes ao dia.

Dédalo enlouqueceu com a atividade e o rei ficou livre para as suas escapulidas com outras cortesãs, uma vez que a rainha passava o dia todo em pé sendo vestida e desvestida pelo inventor.

Séculos depois, a vestimenta ganhou tons de apelo sexual, que só foram limitados pela conservadora e pudica rainha Vitoria da Inglaterra, quando esse proibiu a fabricação de corsetes com menos de 50 ganchos e botões. Foi nessa época que a taxa de natalidade britânica caiu a níveis assustadores e, se não fosse a intervenção do Marechal Culotte, pedindo a revogação da lei real, a Inglaterra não teria soldados suficientes para vencer Napoleão em Waterloo.

Como já foi descrito aqui, a solução para o problema dos botões só foi achada em 1723 e, a partir da invenção de Fermature que o corsete teve o seu apogeu.

Atualmente, mesmo com as mais modernas tecnologias de abertura, existe uma tendência à retomada das presilhas e botões. Os matemáticos concluiram que o número mágico que, ao mesmo tempo, permita que a vestimenta seja sedutora e não provoque a desistência dos amantes, é 13, o que o torna um fetiche cabalístico.

6 comentários:

Vilma A. de Mello disse...

Por aqui é tudo tão simples...hahahaha

beijos de quinta feira

Rubinho Osório disse...

Cara, vc me fez lembrar da minha noite de núpcias... e das dezenas de botões do vestido de noiva da Elaine... que suplício!

Bel disse...

Eu poderia matar a fidumaégua que inventou que tem que apertar a barriga seja lá por que motivo for.
Humpf.

clau disse...

A insatisfaçao com a conformaçao normal do corpo é quase que uma norma para a espècie humana, que lhe pratica todos os toques e retoques possiveis.
Se houvesse a mm preocupaçao com o conteudo cerebral, talvez a historia fosse bem outra...
E hoje em dia, na falta dos botoes, se incrementam as lipoaspiraçoes.
Hihihihi!
Bjs!

Fábio Adiron disse...

Vilma: você que pensa...

Rubinho: eu já sou da geração do zíper..heheh

Bel: cada uma que inventam

Clau: acho que vou escrever sobre as lipos

Elis Zampieri disse...

Isso depois que um desses matemáticos perdeu a amante...Morte por insuficiência respiratória.