sexta-feira, 16 de abril de 2010

Convulsão marinha

On this wondrous sea
Sailing silently,
Ho! Pilot, ho!
Knowest thou the shore
Where no breakers roar --
Where the storm is o'er?

In the peaceful west
Many the sails at rest --
The anchors fast --Thither I pilot thee --Land Ho! Eternity!Ashore at last!

Emily Dickinson


Quando o barco zarpou o tempo já não se mostrava tranquilo.

O horizonte era promissor mas, olhando à direita e a esquerda, o que se via eram nuvens. As da direita mais escuras que as da esquerda.

No entanto a realidade estava dada, a âncora já tinha sido solta, as velas içadas, não era possível voltar atrás.

O vento batia com força e a velocidade de navegação era altíssima. Em pouquíssimo tempo já tinha andado bastante.

Da direita, rajadas de vento e chuva ameaçavam frequentemente o equilíbrio da embarcação mas os marinheiros estavam convictos da sua capacidade de levar o barco ao seu destino.

E assim o faziam com habilidade e dedicação.

As nuvens da esquerda que nunca tinham passado de uma garoa se tornaram, repentinamente, uma borrasca.

O barco jogou de um lado para o outro, velas se rasgaram, tudo parecia que ia se perder entre a tormenta da esquerda e as rajadas da direita.

O capitão segurou firme o leme. O imediato motivou a tripulação a resistir.

No horizonte surgiam os primeiros sinais da terra. Mesmo com algumas avarias o barco chegou ao seu destino.

Nem piratas, nem borrascas, nem trovões, impediriam que aportassem na eterna felicidade.

A única convulsão que os guiava era a dos seus corações.

4 comentários:

Vilma Mello disse...

Não existe nada melhor que se deixar levar pelo coração

beijo de sexta feira

Chris Rodrigues disse...

Paixão à vista!!!!

clau disse...

Ah Fabio...como a minha, agora malfadada, memoria gostaria da sua ajuda com o ingles...!
Pq quase que perdi todo o meu verbo. rss
Bjs!

Fábio Adiron disse...

Vilma e Chris...em todos os mares

Clau: precisa de tradução?