domingo, 7 de dezembro de 2008

Pequeno poema em prosa


Entre luas, luvas e carpetes ela me olhava como se tudo tivesse sentido sem ter razão

Tinha os óculos largos, as lentes grossas e rosto de menina. Tudo olhava, como se captasse alucinações.

As pernas eram finas, pálidos gambitos. Corpo de mulher, que me provocava e convocava, quase sem querer. Mesmo não querendo.

Um dia chegou cedo. Saiu tarde. Dominou o tempo como quem aspira dálias perfumadas.

Me levou. Me deixou. Como um passatempo.

4 comentários:

Vilma disse...

Lindo seu pequeno poema.

Passatempo lembra biscoito, que lembra café, que lembra sei lá... onde eu estava mesmo?

Beijos de domingo!

Juliana disse...

Acho que todos já fomos passatempo e também tivemos nossos passatempos.

Rubinho Osório disse...

Te deixou nada!!!! Ficou pra sempre na lembrança!!!

Elis disse...

Devia ter outros atributos, porque parecia feia demais. A insanidade você omitiu? rsrs
Abraços.