quinta-feira, 29 de maio de 2008

Investindo na bolsa


Poucas palavras na língua portuguesa tem tantas definições como Ação. Pode variar desde a definição anódina de que é um modo de atuar à extremamente ampla de que é tudo que se faz, passando por significados militares, artísticos, gramaticais e financeiros.

Nesse último, ação é um título mobiliário que corresponde ao direito de uma fração de uma empresa, representando uma parte do capital social dela. Fico pensando o que aconteceria se transportássemos os tipos de ações e acionistas para o mundo dos relacionamentos.

Uso a expressão mulher como equivalente da empresa (quem possui ações detém uma parte ou o total da empresa, e por isso recebe parte proporcional dos lucros). As moças que me lêem podem considerar exatamente como equivalente na inversão de gêneros.

Ação ao portador (que oficialmente não existe mais no Brasil) é aquela que não apresenta o nome do proprietário, que pertence a quem detém seu poder. Se refere aquela mulher que você sabe que tem um compromisso sério com alguém, mas ninguém sabe quem é e ela não conta de jeito nenhum.

Ação nominativa é aquela que identifica o nome de seu proprietário. Ele terá efetivamente a posse da ação depois do lançamento no Livro Registro das Ações Nominativas. No nosso caso, são as casadas, cujo direito de posse foi escriturado no Livro do Registro Civil.

As de primeira linha são ações das mais tradicionais, de grande porte, nunca menos que 1,70m e que têm maior liquidez (já pensou besteira, não é mesmo ?). Correspondem às blue chips, em inglês. As de segunda linha são ações com menor liquidez, embora também possam incluir empresas sólidas. Ou seja, primeira ou segunda linha só se diferenciam na aparência externa e não na qualidade em si.

Ação ordinária (que, ao contrário do que se pensa, tem mais importância que as não ordinárias) é a que proporciona participação nos resultados econômicos de uma empresa: confere a seu titular o direito de voto em assembléia. Nesse caso, o marido tem direito a voto nas decisões domésticas. Ao contrário da ação preferencial que oferece a seu detentor prioridade no recebimento dos lucros e benefícios, mas não pode dar palpite porque não tem direito a voto.

Além disso, os benefícios precisam ser sempre superiores aos das ações ordinárias - é só uma questão de saber se quer mandar ou aproveitar mais. De qualquer forma, na falta da entrega dos dividendos por longo período, ganha-se automaticamente o direito a voto.

Existem também as ações cheias e vazias. Não, não se referem à alimentação. Cheias são as ações cujos direitos ainda não foram exercidas, antigamente eram típicas de noivados antes da lua-de-mel, nos dias de hoje são cada vez mais raras, proliferando as ações vazias, ou seja, já se exerceu o acesso aos dividendos.

Já os acionistas podem ser majoritários, aqueles que possuem o efetivo controle da empresa, ops, da mulher, ou minoritários, não tem controle, mas recebem dividendos. É um caso mais complexo pois, na existência de ações nominativas e ao portador, algumas vezes quem se acha o majoritário, na verdade, não o é.

Quando uma ação é listada em bolsa, é porque o relacionamento já era, e a empresa entra em oferta pública.

Por fim, existe a ação com valor nominal são que tem um valor impresso, tipo de ação que só se refere às profissionais

7 comentários:

Vilma disse...

Tem uma conotação machista, ou estou enganada?

Fábio Adiron disse...

Vilma

Como eu avisei no texto, ele pode ser transposto ipsis literis para o sexo oposto, que dá na mesma.

Acho que o melhor termo seria, ele tem uma conotação sexista, pode ser machista ou feminista, dependendo de quem se coloca como acionista e como ação.

Vilma disse...

Eu entendi essa parte da transposição ( pelo menos essa kkkk), mas mesmo assim achei estranho... coisa de gente insana...

malmal disse...

hahaha, muito bom, mas me vi vivendo no passado, Ação ao portador é bom demais, porque será que não existe mais?

bijim, adorei isso !!!

Sandra Mary disse...

Extremamente esclarecedor, especialmente pra mim que estou entrando na área financeira ... hahahahahaha

Juliana disse...

Eu não gosto desse negócio de capital aberto. Prefiro continuar vivendo numa Limitada

arimarcampos disse...

Contribuindo para o mercado de ações: Falo da Bolsa Pedagógica. Aquelas que colocamos lápis,canetas, estojos, agendas, LDB, provas para corrigir, plano de aula, bolacha, escova de dentes e de cabelo,grampeador, tesoura, clips, elástico.
Boa transposição de sexo ou utilidade.