quinta-feira, 25 de março de 2010

A sogra

Fernando sabia que era só uma questão de tempo. E o tempo enfim chegara.

Há mais de três anos namorava Milena e só não moravam juntos porque ela tinha uma filha e o pai da menina, ex-marido de Milena, não admitia que outro homem morasse junto com a garota. Se eles se juntassem o pai a levaria embora.

Fernando sabia do amor da mãe pela filha e jamais faria qualquer coisa que as separasse. Continuaram namorando como se fossem dois adolescentes, mesmo porque era como se sentiam desde que se apaixonaram.

Uma noite, ao chegar em casa, ligou para Milena e, no meio da ligação ela falou que precisava desligar para acabar de fazer o jantar para o genro. Genro? Isso mesmo, a filha estava namorando firme. Tinha acabado a fase de ficar.

Fernando colocou o telefone no gancho. Pensou um pouco e caiu na gargalhada. Ria de felicidade. A menina não era mais uma garotinha e isso era o primeiro sinal de que, finalmente, poderia começar a pensar em ter Milena o tempo todo.

O mais engraçado de tudo foi que ele concluiu que estava apaixonado por uma sogra. Nunca antes tinha achado essa palavra tão sedutora.

Algumas horas depois Milena ligou de volta para ele que a saudou como sua "sogra amada". Ela riu e, conforme ele foi falando o que pensara, ela se emocionou. Era verdade, o futuro a dois começava a se construir sobre aquele fato.

E foi assim que Fernando se referiu a Milena durante os dois anos seguintes.

Uma noite, Milena o chamou para um jantar especial na sua casa. A filha e o namorado tinham marcado a data do casamento. Ele não podia perder essa festa.

A caminho da casa da sua sogra amada, Fernando parou numa joalheria e comprou um anel para Milena.

Casaram os quatro no mesmo dia.

5 comentários:

Vilma Mello disse...

Eu me dou muito bem com a minha sogra,seu texto está demais, rs

beijos de quinta feira

Rubinho Osório disse...

O ex-marido foi padrinho?

clau disse...

Hihihi!
Apesar de tantos homonimos, ou quase,e sendo uma ficçao esta estòria até que é bem mais plausivel do que a outra historia, aquela real.
Além dela ser muito, mas muito romantica mm...
Bjs!

Fábio Adiron disse...

Vilma, eu também me dou com a minha

Rubinho: gostei da idéia para uma nova história

Clau: eu sempre sou um romântico, mesmo insano

Valmir disse...

Quando me lembro que quase dei uma porrada em uma ex-sogra, fico com raiva do "quase".