sábado, 20 de setembro de 2008

Por um mundo mais perfumado

Considerando que o governo tem se empenhado em garantir a saúde pública dos cidadãos em programas de prevenção o que, além de louvável, garante uma boa economia futura para o ministério da saúde (apesar de que aumenta os gastos da previdência à medida que as pessoas vivem mais).

Eu gostaria de propor um projeto de lei que cria uma nova área de restrições além dos cigarros e das bebidas - se bem que ainda não vi uma firmeza política, como a do anti-tabagismo e da lei seca, direcionada para as drogas ilegais...aceito explicações dos meus colegas insanos.

Minha sugestão é que os espaços públicos tenham áreas reservadas especialmente para os flatulentos. Nos aviões, nos restaurantes, nos escritórios poderiam ser criados flatódromos. Em espaços críticos como hospitais e comércio de alimentos os flatulantes deveriam ser proibidos de entrar.

Como é de conhecimento de todos, o flato contém milhares de substâncias tóxicas. Dependendo da refeição precedente, esse número pode chegar a dezenas de milhares.

A prática em momentos íntimos é responsável tanto pela impotência masculina como feminina. E a emissão dessas bombas de odores na frente de crianças pode levá-las a aprender pelo mau exemplo.

Um estudo recente publicado pela revista científica "The fart", comprova que flatulentos passivos estão mais sujeitos a enjôos, vômitos e acessos de tosse, além do risco de asfixia provocado pelo desespero de prender a respiração ante as emissões flatídicas.

Aspiração continuada de nitrogênio e dióxido de carbono, principais alcalóides das emissões gasosas, podem provocar problemas sociais, destruir casamentos e amizades. Nos casos em que o teor de metano e hidrogênio é alto, existe ainda o grande perigo de combustão caso algum dos circunstantes próximos ao evento resolva acender um cigarro para contrapor o cheiro.

Flatulentos geralmente tem uma dieta rica em alimentos fermentáveis. Alguns, por serem flatulentos gourmets ainda temperam sua comida com produtos que aumentam significativamente a produção flatóidica, especialmente cominho e coentro.

Os defensores do flato, alegam que a prática é um indicativo de normalidade digestiva. Essa tese tem gerado acalorados debates em congressos médicos, contrapondo gastroenterologistas de um lado e otorrinolaringologistas e pneumologistas do outro. A Organização Mundial de Saúde ainda não emitiu um parecer técnico sobre o litígio.

Acredito que o nosso governador, tão cioso dessas questões, vá se sensibilizar com a minha proposta.

Aceito apoios e sugestões de como lançar essa campanha.

5 comentários:

Vilma disse...

Ao sentir os gases chegando, vá para o ar livre e aguente firme até que você saia voando,quem sabe você não vá parar no meio do oceano cheio de tubarões famintos e sem olfato. È óbvio que você poderá ser a causa da extinção da espécie, mas quem vai se importar com isso?
Antes um tubarão morto que um ser humano mal cheiroso.

clau disse...

Comecei lendo do perfume dos lilases e me vi aqui, depois, imersa no ar irrespiravel que emanava deste seu post: e eu vou é voltar la para cima!
Nao sem antes dizer que concordo, plenamente, com vc.
Mas falta dizer uma coisa: parte da culpa é da flora bacteriana que cada um tem ou, mm, cultiva dentro de si mm.
Pq tem gente que possui uma, assim, mais "mansinha", que lhes permite usufruir de uma vida social mais discreta e aceitavel.
Mas sao uma minoria...
Hihihihi.
Bjs!

Lou Mello disse...

Não tenho a menor idéia sobre o que você está falando.

Juliana disse...

Pior que a flora, só alguns tipos presentes na fauna

bete pereira da silva disse...

Essa flora aí que ceis tão falando é a moça da novela?