domingo, 25 de janeiro de 2009

Dos tempos de Said Ali

Por ter sido batizado de Emanuel ele acreditava ter aseidade, os amigos achavam que não passava de pinima ou excesso de noética.

Como um éfeta ele pendurava prismáticas pela casa. Não passava de coivara.

Um dia declarou que encontrara sua tágide portando uma camalha.

Seu coração passou a ouvir arietas. Acreditou num amor imarcessível e talássico.

Luiza era bigutada, o que não impedia que Emanuel a considerasse ilenível.

Seu xantocromismo, na verdade, disfarçava sua artrodinia, como a de um brissóide.

O casamento foi seráfico, com alianças de lidita e ramalhetes de toés.

No cruzeiro de núpcias, Emanuel mirou uma híade, sentiu uma éctase e despencou pela risbordo.

Surgiu na praia como um terção comido de guetes.


*Manuel Said Ali Ida (Petrópolis, 21 de outubro de 1861 — Rio de Janeiro, 27 de maio de 1953) foi um filólogo brasileiro, considerado por muitos como o maior sintaxista da língua portuguesa.

8 comentários:

Lou Mello disse...

Seja bem-vindo a bordo, meu capitão. Está tudo calmo a espera de suas ordens. Boa viagem.

Arimar disse...

Fábio.
Que bom que você voltou. Estávamos com saudades. Muitíssimo bem-vindo.
Só uma pergunta sobre o texto "Dos tempos de Said Ali".
Você comeu muitas ostras? rs rs
Abraços para a família também.
Arimar

Mariazinha_ disse...

no início não entendi, achei que tu tinha escrito errado e voleti a ler... tu escrever errado, paguei caro essa infamia, kkkkkkk.
saudades querido amigo, fez muita falta pra todos nós.
beijos.

Vilma disse...

Santa Clarice Lispector da fina talhada de melância!

Não é deu certo?

Café fresco...Oba!

O café tá forte e doce, muito bom, mas estou em dúvida sobre a "bigutada"...como não vai explicar mesmo, eu como com manteiga!

Beijos de segunda.

Rubinho Osório disse...

Ave, vixe, cruizcredo!!! E eu que pensei não saber sâncrito, russo, finlandês e romeno!!! Não sei mesmo é por-tu-guês!!! Não entendi nadinha, mas vou apelar pro Aurélio... quem sabe...

bete disse...

Eeeeeba, você voltou, inda bem, meu pai aurélio já estava pegando poeira.

Fábio Adiron disse...

Lou : capitão nada, minha patente é só de 2o tenente

Arimar: não comi ostras, mas mariscos, camarões, peixes, siris....

Mariazinha...infâmia nenhuma

Vilma : melancia ganhou acento na reforma ortográfica?

Rubinho : e javanês ?

Bete : sacode a poeira e dá a volta por cima

Vilma disse...

Fábio ela ganhou acento quando começou a dar em árvores... uia! cuidado com a cabeça...hahahahaha!