quinta-feira, 10 de março de 2011

Chifre de unicórnio

Quando ela chegou no começo da noite encontrou o marido na cozinha lavando a salada. Estavam ambos cansados do esforço do dia.

Ele a beijou e disse que estava preparando um lanche leve para os dois. Na hora que ela estivesse pronta poderia vir para a mesa.

Comeram salada com carne grelhada. Ela não deixou que ele voltasse para a pia e, assim que acabaram, ela lavou a louça.

Sentaram para ler mais algumas páginas dos "Diários da Ana Sus" e foram deitar.

Ela passou a noite sonhando com unicórnios, florestas, cavalos alados. Ele dormia tão profundamente que nunca lembrava dos seus sonhos. mas percebeu quando ela levantou às 4 da manhã, toda afobada.

Perguntou o que tinha acontecido, ela só disse que já voltava. Ele a ouviu caminhando para a cozinha. Na volta, debruçou-se sobre ele e o beijou longamente. Ele não entendeu, mas gostou.

Durante o café da manhã ela explicou o que acontecera.

No meio do seu sonho o unicórnio, ao invés de um chifre, tinha uma frigideira na testa. Ela lembrou que tinha esquecido a frigideira do jantar em cima do fogão, sem lavar.

Ao chegar na cozinha, de madrugada, encontrou a panela lavada, enxuta e guardada no armário.

Se apaixonou de novo.

4 comentários:

Alice disse...

Que lindo!
:-)

Virginia Susana disse...

Suspiros...

Taty disse...

aiai....

neli araujo disse...

Que lindo, Fábio!

Moro só com um filho, e quando isso acontece na minha casa, eu sempre digo que foram os "duendes", hehehe

Um abraço,

Neli

PS: Ela tinha mais é que se apaixonar novamente...