terça-feira, 20 de setembro de 2011

Primaveril

Saudei-a com fosfóreos rabanetes
Entre messes e entre tantos flertes
Periféricos astrolábios acusavam
Os contos os cantos acicutavam

Dentre os ais, aí infindos gorgulhos
Desabavam noz moscada em meus orgulhos
Plácidos, ébrios, pirotécnicos
Melros flanavam esotéricos

Veio a estação, primaveril e ousada
Nabucodonosor estirado na calçada
Pintava a alho e óleo a margarida
Desentupindo o ralo dessa vida

Claudiquei claudiquei claudiquei
Absorto entre o bobo e o rei
Dormi o sono dos inocentes úteis
Trajando meus pijamas inconsúteis.

3 comentários:

Taty disse...

Vou para o Bosque Encantado, novos aromas estão chegando......Beijos

Rubinho Osório disse...

Ahn?!

Arimar disse...

Fábio.
" Só podia ser primavera, nas varandas , pelo quintais...!"
Beijos primaveris .