quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Árvore geneilógica

Quando a prima do meu tio casou com o irmão da cunhada da minha mãe o caos instalou-se na família.

Ela, que era casada em primeiras núpcias com o falecido concunhado da minha sogra, repentinamente tornou-se prima em segundo grau dos próprios filhos.


Não bastasse o fato de que ela agora era nora da sua tia, ele também deixou de ser uma parente por afinidade para tornar-se irmão de sangue da minha sobrinha.


Vovó quase enlouqueceu-se ao descobrir que sua filha caçula, agora era sua sobrinha-neta por parte de pai, da enteada de sua tia-avó.

Vovô passou a chamá-lo de netinho, mesmo sabendo que ele se tornara nada menos que o irmão de seu próprio pai.

O padre que realizaria a cerimônia de casamento, nada ortodoxo, teve dificuldades em organizar pais e tios no altar, uma vez que ninguém tinha muita certeza do que era antes ou seria depois da oficialização do matrimônio.


Quando o juiz de paz, que também era parente, descobriu que essa reorganização familiar dele o irmão mais velho da sua mãe, mandou parar tudo, rasgou os papéis de casamento e disse que estava tudo anulado.

Como o amor era mais forte que a genealogia, amigaram-se e vivem em concubinato na edícula da casa do pai dela (ou será agora, o padrasto dele?)

4 comentários:

Taty disse...

....imaginei em que árvore estará a edicula....Beijos

Arimar disse...

Fábio.
É mesmo uma salada de frutas geral.
Acho que em festas a saudação é:
"Oi familiada ". ou
" Cheguei parentada".
Beijos.

Rubinho Osório disse...

Acredite, se quiser. Na minha família, há séculos, houve caso parecido. Não sei quem casou-se com quem, mas o resultado foi uma barafunda confusão familiar.

clau disse...

Será, Fábio, que este pessoal todo não é originário ali do Vale do Ribeira...?
Hihihihi!
Bjs!