quarta-feira, 3 de agosto de 2011

De perder a cabeça

A moda foi lançada, dizem os estudos históricos mais apurados, pela rainha Ana Bolena em 1536 que começou a prática na Torre Branca, no auge da primavera.

Como era uma rainha chique fez questão do método francês.


A moda pegou firme nas ilhas britânicas, a condessa Margereth Pole adotou a prática em 1541 e Catarina Howard, prima de Ana Bolena, invejosa dos dotes da parente, não quis deixar por menos e copiou a prática em 1542, dizem as lendas que ela chegou mesmo a assombrar palácios em busca dos seus objetivos.


Nenhuma delas abdicou de praticar essa perversão em torres, assim como Ana e, da mesma forma, Jane Grey, quase duas décadas depois, em 1554 e a Maria Stuart, mais de cinquenta anos depois, em 1587.


A moda só foi atravessar o canal da Mancha no final do século 18, foi nessa época que o trendsetter da realeza José Guillotin escreveu um artigo na revista Vogue que estimulou duas mulheres monarquistas assumirem seus fetiches em 1793, Maria Antonieta e Charlotte Corday.

Diferentemente de suas antecessoras britânicas, ao invés de torres, usaram as praças públicas, causando grande escândalo.


Apesar das cenas chocantes, a moda se espalhou pela Europa, especialmente nos países germânicos e nórdicos, com vários episódios.

A moda só foi se esvaziar depois da 2a Guerra Mundial, mas ainda em 1935 a Baronesa Benita von Falkenhayn e sua amiga Renate von Natzner protagonizaram a ação em conjunto, para delírio dos voyeurs que espionavam a cena.


Como o Brasil sempre anda correndo atrás das modas, só agora, em pleno século 21 é que as lojas chiques da cidade começam a mostrar o estilo nas suas vitrines, ontem mesmo, vi mais de uma loja expondo os modelitos que, dizem, será a sensação das próximas fashionweeks.


Aguardem com emoção e expectativa. Vem aí o nudismo decapitado.

4 comentários:

Taty disse...

Qual a diferença entre o nudismo decapitado e a vestimenta capitada? É pra perder a cabeça, os braços ou o corpo todo? Beijos

Vilma A. de Mello disse...

Lembrei de uma vitrine da Zara onde os manequins tinham cabeça, só que pareciam defuntos e ainda por cima estavam cheios de ataduras, vai ver que decapitaram e depois resolveram colar a cabeça de novo...

Boa tarde

clau disse...

Hihihi!
Um enfoque novo e moderno para uma velha e repugnante prática...
Bjs!

Arimar disse...

Fabio.
Se vai ser a sensação das próximas fashionweeks não posso lhe dar certeza, mas já vi alunos sairem assim de alguns cursos.
Beijos.