quinta-feira, 28 de julho de 2011

Corpus quasi vas est

Jorge mentia com quantos dentes tinha, o que não era pouco considerando que ainda possuía inclusive os do siso.

Arrotava falácias sempre batendo no peito do pé, como se tivesse as costas largas.

Seu calcanhar de Aquiles, no entanto, residia no estômago que habitualmente roncava de sono.

O que não o impedia de ter o maior umbigo do mundo.

Mariana, quando presenciava essas cenas, ficava cheia de dedos, aonde perdiam-se anéis incontáveis como as estrelas do céu da boca.

Já conhecia a garganta do namorado e não metia o nariz quando não era chamada.

Enquanto Jorge metia os pés pelas mãos, Marina tratava de abanar as últimas sem coçar os primeiros.

Um dia sentiu um soco no fígado ao reparar que ele dera mais uma demonstração de ter os olhos maiores que a barriga.

Por mais que soubesse na ponta da língua ela não tinha mais estômago para aquilo.

Deu-lhe com os dois pés nas nádegas traseiras* no meio do discurso cotovelar de Jorge.

E nunca mais lhe deu as caras.

*Esse blog é um espaço educado e evita termos chulos

4 comentários:

Vilma A. de Mello disse...

Minha batata da perna reclama da canela enquanto faz vistas grossas para meu desejejum que acontece na calada da noite... cada uma, risos

Bom dia!!!

clau disse...

Todos, e tudo, tem sempre um "umbigozinho": até este seu texto. rss
Mas vc deveria ver a quantidade destes "ditos" que o Gianluca sabe, além do estoque, enorme, de piadas que ele armazena na mente por categoria. Chulas ou não.
Hihihi!
Bjs!

Taty disse...

Ela fez a coisa certa! Êta homenzinho mala ( p não escrever outra coisa )!! Beijos

Arimar disse...

Fabio.
Após a leitura sobre Jorge e Marina, vou reler meu livro de Ciências do 3º ano primário. Acho que era: Cabeça, tronco e membros. Não sei mais onde fica o quê, rs rs rs .
Beijos.