sexta-feira, 20 de julho de 2012

Um caso patológico


Ela definitivamente exibia um estado mórbido típíco da região dos mortos. Uma infusão grego latino a tornou o que era.

Casou por dinheiro, como se casavam muitas das romanas de sua época. Lycisca que o diga.

Mas não era uma qualquer, instalada nos recônditos das pedras pequenas ela se elevava sobre as oficinas de uma forma quastuosa.

Pedia referências sempre. Além de se certificar de todas as comprovações possíveis antes de se envolver com estranhos.

Queria ter certeza de que seu objetivo seria cumprido, não era uma garota de programa, queria remuneração de longo prazo.

Sabia de histórias medonhas de outras carcamanas que, em troca de parcas garantias, tinham se entregue a picaretas e sido vítimas de ursadas.

Não queria saber de trocas frequentes de alicerces. Nem se emparedava sem contrapartidas.

Rendeu-se pedagogicamente quando encontrou o seu objetivo. Um ser inteligente que falava várias línguas e fiador de bons costumes.

Contraiu matrimônio como quem fecha um grande negócio. Condominiou-se territorialmente com ele.

E foi feliz pela duração do contrato.

2 comentários:

Vilma A. de Mello disse...

Isso é que é pedir fé pública...

Taty disse...

Nada como ler algo de bom ao retornar pro Brasil. Beijos