domingo, 29 de julho de 2012

Esplênio em distensão

Tária não era exatamente uma mulher qualquer, especialmente quando tornava-se imperativa.

Combatia ferozmente as mesóclises sem futuro, atribuindo-lhes ênclise quase que subjuntivamente exaltadas.

O infinito pessoal preposicionado chegava a lhe causar engulhos nada relativos.

Seus amigos eram apenas demonstrativos oblíquos quando lhe acometiam acessos subordinativos.

Com o tempo foi se tornando (ou tornando-se) uma louca varrida com piaçava flexionada em átonos.

Educadora que era, reconhecia sua queda para o segundo, uma vez que não suportava estar acima dos quintos.

Debruou-se laminarmente com o verbos defectivos aplicando emplastros repletos de cânfora.

Passou a perambular pelas ruas bradando metilas descompassadas.

Louca, louca, louca Tária. Conquistou meu esplênio em pleno inverno.

Acalminou-me de forma quente e apaixonada.

Louca Tária. A mulher que descontraiu as minhas mais profundas estruturas

4 comentários:

Taty disse...

Perdi a última aula de portugues, sobre verbos, mas a minha imaginação está ótima. Beijos

Vilma A. de Mello disse...

Esse negócio de perambular pelas ruas ficou estranho...quer dizer, estranho a todas as outras partes do texto que não entendi...

bernadetecl disse...

Por favor, conte-me como é ser louca em sujeitos e não saber julgar os verbos e ser proibida de de usar advérbios? Obrigada
Bernadete

Fábio Adiron disse...

Bernadete

Quando se acepilham advérbios soem acontecer julgamentos verbo-temerários.

O que um sujeito faria nessa situação senão acicutar a claudicante azêmola?