sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Prisão

 De uma sugestão do José Antonio Klaes Roig
Vivo aprisionado
entre duas eternidades.
A uma chamam passado
e à outra, futuro.
Duas eternas cidades
nas quais me transfiguro.

Vivo aprisionado
entre duas infinitudes.
A uma chamam cuidado
e à outra, paixão.
Duas longas juventudes
constante fecundação.

6 comentários:

Elis Zampieri disse...

Dos teus momentos de sanidade? :-) Ficou lindo!

Fábio Adiron disse...

Você viu alguma sanidade nisso?

Obrigado pelo "lindo"

José Antonio Klaes Roig disse...

Que belo resultado de uma boa provocação poética :-) adorei o poema, Adiron. Que venham outros, e que a poesia dos dias nunca nos desampare, meu amigo. abrs,

Taty disse...

Um poema masculino/feminino ou ying and yang. Bela foto e bela inspiração! Beijos

Roberto de Avillez disse...

Muitíssimo bom o poema. Abs.

Vilma A. de Mello disse...

A "constante fecundação" deu belo poema.
Parabéns!