segunda-feira, 24 de junho de 2013

O samba do taitiano doido

Corria o ano de 1968 (aquele que dizem que não acabou) e o genial Lalau* colocava nas paradas de sucesso o “Samba do Crioulo Doido” , uma paródia para ironizar a obrigatoriedade imposta às escolas de samba de retratarem nos seus sambas de enredo somente fatos históricos.

Eu soube que depois de tomarem 24 gols em uma semana e, mesmo assim, comemorarem e distribuírem loas aos brasileiros, os jogadores do Taiti (o Taití é aqui?) um tanto zonzos dos gols e do noticiário nacional, sairam cantando coisas do tipo:

Um tal de ato médico
Agora obriga a cura gay
Por médicos cubanos
Que pedem ao paciente
Que repicta** 37
Ou desconte 20 centavos

A nossa salada coitada
Ficou mal temperada
Vinagre foi proibido
E a pimenta exagerada
De sobremesa éclair
Pois a bomba era imoral.

Nas histórias em quadrinhos
O herói é mascarado
O batman dessas plagas
Não é nem nascituro
E já está condenado

Olerê, olará, squidum...
Esse samba não rima
E muito menos solução
Olerê, olará, squidum...


*Stanislaw Ponte Preta
**Não foi erro de digitação




Um comentário:

Taty disse...

eita sambinho bom! dá pra cantar no proximo jogo!