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Embriaga-te de Baudelaire
Existem livros que lemos na juventude e por mais que tenhamos gostado acabamos nunca voltando a eles. Outros aos quais voltamos e nos perguntamos por que diabos eu tinha gostado disso? Nos últimos tempos voltei a ler Baudelaire. E me pergunto por que diabos demorei tanto para relê-lo? O "Spleen de Paris", também chamado de pequenos poemas em prosa é algo que deveria viver na minha cabeceira. Spleen, na acepção francesa da palavra (não confundir com o inglês onde quer dizer baço, ou sentimento de contrariedade) tem o sentido de melancolia. A melancolia do vadio Charles pelas ruas e salões de Paris é doce, amarga, leve, dolorosa, compassiva e cruel. Precisa na escolha das palavras e infinitamente mais poética ( resgatando o sentido helênico de poiesis como atividade que revela a beleza do espírito, envolvendo, portanto, prazer e satisfação) que muita coisa escrita em verso que circula por aí. Deixo aqui uma amostra, o pequeno poema XXXIII (na tradução de Jos...
Pinheiro, pinha, pinhão
Uma das descobertas das crianças na nossa viagem recente a Campos do Jordão foram os pinhões. Estavam em todos os cantos, pelos gramados, pelas estradas, no teto do chalé... e o mais impressionantemente - era vendido por ambulantes na beira da estrada (quem é que precisava pagar por eles se era só ir catando pelo caminho?) Quando souberam que aquilo era comestível resolveram colher, ou seja, voltamos para São Paulo com quase um quilo de pinhões. O pinhão é a semente (e não o fruto) do pinheiro que se forma dentro da pinha. Nos meses de maio e junho, no tardar do outono as pinhas das araucárias estouram ao sol do meio-dia, possivelmente como reflexo da dilatação havida depois de uma noite e manhã fria. Além do ser humano (descobrimos que era comestível com os índios guaranis) e quase todos os animais se alimentarem desse pinhão, o serelepe e a gralha azul costumam conduzi-los a grandes distâncias e armazená-los, o que fazem enterrando grande quantidade de pinhões no solo os quais, send...

Comentários
comprei o primeiro de 2 GB e perdi logo em seguida, não cheguei nmem a usar, agora o dinheiro só deu pra comprar esse.
agora essa foto ai, minha nossa e eu que achava que o computador da loja era um dinossauro, hahahaha.
beijo, Fabio.
Se sabia que vc estava postando "coisas vintage" até teria lhe dado uma das minhas fotos de faculdade, qdo usavamos aqueles equipos odontologicos dos tempos de Luis XIV, ali na FOUSP qdo ainda era na Tres Rios...!
Bjs!
Continua na minha mesa, claro!
Carinho,
Marta Gil
É muita modernidade para minha pessoa. rs rs rs Na verdade em 1956 ganhei uma caneta de madeira, acompanhada de um estojinho redondo ,com um pouco de talco dentro e várias penas, que eu encaixava na caneta (aquele pedaço lindo de madeira,todo envernizado)de acordo com atividade.Vinha também um mataborrão. No grupo,(escola) ,o tinteiro era encaixado no meio na carteira e lá molhávamos nossa caneta para fazermos lindas letras góticas. Minha Parker, só ganhei quando terminei o primário.Só espero não ter embolorado ou ter deixado cheio de fungos , o seu computador. Beijos.
Clau: esse vintage chegou a mim, em boa hora. Mas lembro daqueles motores de dentistas com as cordinhas...arghhhh
Marta : a 51 ainda é um luxo (a caneta, é claro, não a pinga)
Arimar : meu computador já está vacinado contra os fungos do dono, um pouco mais não atrapalha...KKK