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Novos aforismos

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Mensagem Maus jogadores são sempre maus perdedores Não se surpreenda com as minhas ações, elas são apenas a execução das minhas convicções A liberdade de expressão é a liberdade de dizer a verdade (e com educação) Nada mais oximórico que um verdadeiro mentiroso Quem não tem cão caça sem precisar levar saquinho para recolher cocô. Mais dia menos dia e você acaba sem dia nenhum

Rapidinhas

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Lógica estruturada No meio da lua de mel ele não resistiu e declarou: "- Meu bem, agora eu posso te beijar em qualquer lugar..." "- É verdade querido, mas não qualquer lugar ao quadrado." "- Como assim? Ao quadrado?" "- Não pode ser em qualquer lugar em qualquer lugar." "- Você bebeu muita champagne, docinho?" "- Pensa um pouco. Você pode me beijar em qualquer lugar em poucos lugares e se quiser me beijar em qualquer lugar nao poderá ser em qualquer lugar." "- Hein?!?" Naquela momento ela percebeu que o casamento não ia durar muito. Semântica Ela sempre confundia alhos com bugalhos . Abastecia a despensa com excrescências da azinheira do fundo do quintal e, não poucas vezes, cozinhou o spaghetti ao bugalho e óleo. Já o alho que a mãe insistia em trazer da feira, era lançado no jardim para alimentar as vespas. Teria levado a vida sem sobressaltos se não tivesse sido...

Pelo telefone

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José já era bem passado dos trinta anos quando resolveu que estava na hora de morar sozinho. Sua mãe lhe deu todo o apoio, mas os amigos acharam que ele estava fazendo uma maldade deixando-a sem companhia. Os irmãos, mais velhos e casados, não falaram nada, mas também não ficaram satisfeitos com a mudança. Para não causar muito stress, José foi morar a poucos quarteirões da mãe. Ajeitou-se bem num pequeno apartamento e, com a ajuda de Rosana, sua namorada, decorou-o sem exageros e com bom gosto. Assim que sentiu que estava devidamente instalado avisou os amigos sobre o novo endereço e o novo telefone. O que ele não esperava é que o telefone nunca tocasse. Não que não funcionasse, ele fazia ligações normalmente e quando ligava do celular para o fixo era bem sucedido. Depois de 6 meses ele era capaz de contar nos dedos das mãos as ligações recebidas. Duas ligações de televendas, uma por engano e uma de Rosana (que preferia ligar no celular) e uma da mãe avisando que...

Conto sem fada

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Era uma vez um formoso príncipe, de longos cabelos morenos cacheados e olhos verdes que morava num reino muito muito muito distante. Um dia, sem querer, deixou cair no lago do palácio a sua peteca de badminton. Pensou que as trutas do lago deglutiriam a sua peteca e começou a chorar. " - Príncipe, não chore, vou pegar a peteca para você." - disse uma rã. " - Você faria isso para mim? perguntou o príncipe sem se dar conta que estava conversando com um anfíbio anuro. " - Claro, mas só farei isso em troca de um beijo." O príncipe que estava ansioso para retomar o seu jogo concordou. Então a rã pegou a peteca e ficou esperando o beijo, mas o príncipe pegou a sua peteca e voltou para a quadra para terminar o último set. A rã, furiosa, começou a gritar que queria o seu beijo. Cada vez que gritava o príncipe errava a sua jogada e já estava quase perdendo o jogo quando seu pai, o rei, o interrompeu. " - Do que está falando esse ...

A carroçável antologia do bimestre

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Meus leitores, minhas leitoras. A antologia (ou será antalogia, conforme um dos comentários) é uma brincadeira que faço desde os primórdios desse blog. O segredo é ler as frases fora dos seus contextos e imaginar novas histórias. Aí vão as frases dos meus insanos leitores: Coisas do alterego...? Minha batata da perna reclama da canela Chulas ou não. Vai saber quando um se transforma no outro! Adoro trag é dias gregas e cavalos de tr ó ia... Preciso tomar cuidado com o gengibre e as peras! acho que preciso de um biruta agora vou tomar minha sopa de letrinhas. Xiita da paixão! para sempre e desde sempre. Mas oooooooolha!!!! Mesmo que as pobres continuem totalmente estaticas. acabei de ouvir sobre tromboscopenia macrolideos fibrinogenio aferese de plaquetas Por que é que cada vez que escrevo "antologia" acho que sou uma anta??? Então: abaixo o caviar! Quero ver grafar o poema t anto uma quanto o outro, não seguem qualquer matemática.. . com um inverno espiando na curva... c...

De perder a cabeça

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A moda foi lançada, dizem os estudos históricos mais apurados, pela rainha Ana Bolena em 1536 que começou a prática na Torre Branca, no auge da primavera. Como era uma rainha chique fez questão do método francês. A moda pegou firme nas ilhas britânicas, a condessa Margereth Pole adotou a prática em 1541 e Catarina Howard, prima de Ana Bolena, invejosa dos dotes da parente, não quis deixar por menos e copiou a prática em 1542, dizem as lendas que ela chegou mesmo a assombrar palácios em busca dos seus objetivos. Nenhuma delas abdicou de praticar essa perversão em torres, assim como Ana e, da mesma forma, Jane Grey, quase duas décadas depois, em 1554 e a Maria Stuart, mais de cinquenta anos depois, em 1587. A moda só foi atravessar o canal da Mancha no final do século 18, foi nessa época que o trendsetter da realeza José Guillotin escreveu um artigo na revista Vogue que estimulou duas mulheres monarquistas assumirem seus fetiches em 1793, Maria Antonieta e Charlotte Corday. Diferentemen...

Linguagem do amor

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O professor de morfologia estava no meio da aula quando Rebeca percebeu que Antonio olhava fixamente para ela . Ela corou, mas não conseguiu disfarçar que também gostava dele. Quando a aula acabou, ele a convidou para tomar um café na lanchonete da escola. Passaram o resto da manhã conversando sobre desinências. Ele a levou para casa e antes de se despedir declarou seu amor radical pelos seus afixos. Ela o beijou com uma vogal de ligação. A cada encontro conheciam-se mais. Trocavam receitas mesoclíticas de sopa fria de cenoura com gengibre, entre orações coordenadas e assindéticas. O romance se aprofundou em outras línguas. A primeira vez que ficaram juntos alternaram momentos de furor apaixonado com as funções dos substantivos, advérbios e adjetivos apostos aos verbo to be. Como denotavam uma existência perfeita a dois, juntaram suas polissemias e casaram-se com a mais correta entonação. Amavam-se de forma articulatória e nunca perdiam a oportunidade, fosse verbal ou no...

Corpus quasi vas est

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Jorge mentia com quantos dentes tinha, o que não era pouco considerando que ainda possuía inclusive os do siso. Arrotava falácias sempre batendo no peito do pé, como se tivesse as costas largas. Seu calcanhar de Aquiles, no entanto, residia no estômago que habitualmente roncava de sono. O que não o impedia de ter o maior umbigo do mundo. Mariana, quando presenciava essas cenas, ficava cheia de dedos, aonde perdiam-se anéis incontáveis como as estrelas do céu da boca. Já conhecia a garganta do namorado e não metia o nariz quando não era chamada. Enquanto Jorge metia os pés pelas mãos, Marina tratava de abanar as últimas sem coçar os primeiros. Um dia sentiu um soco no fígado ao reparar que ele dera mais uma demonstração de ter os olhos maiores que a barriga. Por mais que soubesse na ponta da língua ela não tinha mais estômago para aquilo. Deu-lhe com os dois pés nas nádegas traseiras* no meio do discurso cotovelar de Jorge. E nunca mais lhe deu as caras. *Esse blog é ...

Inimigos íntimos

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Nemésio atendeu o telefone às 3 horas da manhã. Era seu amigo Timeo pedindo que ele fosse imediatamente até a sua casa. Nem perguntou o que acontecera, já fazia idéia. Vestiu-se e foi até a casa da rua Grécia. Encontrou Timeo esperando na porta com um talho na testa de onde escorria muito sangue. Nemésio quis levá-lo para o pronto socorro, mas Timeo se recusou. Precisava se reconciliar com Dona. Timeo Danaos estava casado há 9 anos com Dona Ferentes e, durante todos esses anos tiveram cenas de guerra e de paixão. O motivo mais comum para as guerras eram os ciúmes mútuos de antigos namorados. Dona não podia sequer ouvir o nome de Eneida. Timeo odiava um certo Virgílio que nem sabia direito quem era. Não fora diferente naquela noite. O vôo de Timeo fora cancelado e ele voltou de ônibus do Rio, chegando de madrugada. Por mais que tivesse ligado para Dona, ela não acreditou na história, e o recebeu a golpes de canivete. Cabia sempre a Nemésio, o melhor amigo dos dois, apa...

Cras semper zingiber

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A rainha Semíramis levava ao seu lado na carruagem real o esdrúxulo bobo da corte. Tukulti-Ninurta era o seu nome, homenagem de seu pai, ao grande imperador assírio. Semíramis o chamava carinhosamente de o pequeno Zab. Depois de cruzarem o bairro dos Nisibis, Zab sugeriu à Semiramis que detivessem a carruagem para uma caminhada pela floresta real. A monarca ponderou que suas calçaduras não eram adequadas para tal empreitada e contrapropôs atividades diversas no palácio. Zab, que era bobo, mas tinha juízo, prontamente acedeu à sugestão da alteza, por menos alta que fosse. Além do que, nunca se arrependera das propostas de sua senhora. Nas câmaras palacianas o que a rainha queria mesmo era realizar uma grande faxina. Por mais azul que fosse o seu sangue, desde criança a soberana era atavicamente chegada numa faxina. A maneira que encontrava de se realizar era limpanho o cantinho do pequeno Zab, onde podia esfregar com força. A rainha arrastava os criados para a consecução dos seus objeti...

Mágica

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Ele aguardava no meio da rua. O burburinho era grande, a temperatura pequena. Esperava o momento de adentrar o mundo mágico. Uma vez, num passado remoto, tinha olhado para todas aquelas imagens. Encantara-se com elas. Três mundos, balcões, esferas. Relatividade. Tudo muito estranho, tudo muito parecido com ele. Mergulhou em cada uma delas. Mas nunca conseguira atingir a extensão e a profudidade dos seus significados. Agora, na fila, esperando pela sua vez, tudo parecia ter um brilho diferente. Uma cor diferente. Muito azul. Só agora aquela perspectiva que sempre lhe pareceu confusa tinha sentido. A repetição de motivos lhe era prazeirosa. Caminhou entre os traços, entre transversais do tempo e do espaço. O brilho daquela luz o guiava desde sempre. Aquela cor o sustentaria para sempre. Quando saiu já era noite. A lua se mostrava radiante. As imagens gravadas na sua retina e na sua memória. No entanto, nem a noite, nem a lua, nem as imagen...

Quase pornográfico

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Ela me estorcegava durante a isagoge e mesmo que eu fosse zafimeiro me deleitava em seus manticostumes. Tentado a acobilhá-la sobre a retouça do estau enquanto ela, como acontista, me debulhava em sua liconomancia. Alcançamos o alcantil sem mangrar macrósticos veventes. Nenhum mesto nos contraminava. Nenhuma incha nos provocava dipsomanias. Perdi-me em aravias que nenhuma estigmologia desencriptaria, depois que ela ustulou deixando-me quase abléfaro. Mesmo assim não me deixei cair em oscitação durante o ginge. Ela me tocou com sua tubigeira e alternei-me entre o zureta e o abnóxio. Zumbri-me sobre ela em meio a acrotismos sécteis. Minha iscnofonia impedia a osfresia do meu parálio. Pervenci a polografia sampando ancilas em truz. O bambaré do períbolo indicava ergasiotiquerologias infundibuliformes. Retornei ao cuvico tanado, empazinei-me de munícios de forma bíbula e curti minha heliopatia sob a corneíba

Apenas uma declaração de amor

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Enquanto te espero, aproveito para dizer que o que você fez na minha vida é algo que eu jamais poderia imaginar. Não imaginava porque me achava alguém muito cheio de manias imutáveis. Não imaginava porque muitas dessas mudanças jamais tinham passado pela minha cabeça, sequer como hipótese. Aí chega essa mulher. Linda, inteligente, carinhosa, amorosa, apaixonante, perfeita e se torna a minha mulher, contrariando tudo que eu poderia crer . Me ensinou o que é amar, o que é sonhar, o que é tornar sonhos em realidade, o que é ser feliz. Mais que isso, ao seu lado aprendi o que é me apaixonar todos os dias, todas as horas, todos os minutos. Me ensinou a ter alguém por quem eu preciso me preocupar o tempo todo, que eu preciso cuidar (a ponto disso ser uma necessidade física minha) Uma mulher para eu me orgulhar das suas realizações, para eu ficar convencido pelo fato de ser minha. Uma mulher que me motiva a retomar muitas coisas que eu amava fazer, que me motiva a fazer coisas...

A mesocrática antologia do bimestre

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Mensagem Mais uma edição encaropitável dos mais abcessos comentários do bimestre. Não tente descobrir a origem da frase, crie a sua própria versão insana até a insônia parece ter um novo sentido!!! pelo fato de girarmos de modo insistente em torno de nossos proprios umbigos nunca deixe um insano sozinho... Insonia pode deixar o ser humano com vontade de ler dicionário! sou eu quem esta passando pela vida sem o correto funcionamento das sinapses vão vender mostarda apenas com retenção da receita... Tenho mostarda em casa... vou tentar! Em verdade vos digo: o Marcondes não existe, é ficção!!!! você começou a estudar o cirilico.... o que fez meu casamento era um "analfabeto". O juiz que me casou tava bêbado e cegueta, além de ter quase 100 anos e usar fralda descartável. os buracos negros carregam grandes mistérios e dos bons! Vou me atirar no primeiro buraco que encontrar Tem mais é que levar peteleco. Não seria mais fácil ela dar aqueles beliscões afetivos?? Tô cheia de ver ge...

Uma ova!

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Leon sempre fora apaixonado por Sulana, mesmo sabendo que suas chances com ela eram remotíssimas. É verdade que nunca perdia a esperança. A forma que encontrou de permanecer sempre perto dela foi oferecendo sua amizade, o que ela nunca recusou. Acompanhou de perto todas as suas desventuras com o namorado, um tipo que não dava a ela um átomo do valor que ela merecia. Mesmo assim, nunca tentou tirá-la dele. Preferia tê-la chorando no seu ombro que o risco dela encontrar alguém melhor. Adorava ser o seu protetor. Até o dia em que Sulana praticamente desapareceu. Não telefonava mais, mas respondia os seus torpedos e, pior, nunca mais tinha tempo para um café no meio da tarde. Não demorou muito para ele descobrir o que estava acontecendo. Sulana encontrara um outro homem que a fazia feliz e não queria dedicar tempo senão a ele. Leon tentou se reaproximar de todas as formas, chegando mesmo a irritar Sulana com a sua insistência. Resolveu ser simpático. Chef de um restaurante francês, Leon c...

A paixão calculada

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Apesar de ter um livro de poemas ditos "eróticos" (na minha opinião, poucos o são), Carlos Drummond de Andrade escreveu um dos mais insinuantes poema da língua portuguesa, " A paixão medida ", um hino de louvor à métrica grega e latina. Eu me atrevo a provocar Drummond (desafiá-lo), através da matemática. Afinal de contas, a paixão pode ou não ser calculada? A paixão calculada Matemática te amei, com ternura contínua e gesto variável . Tuas abcissas às minhas com força entrelacei. Em dia logarítmico , o instinto multívoco rompeu, radiano a porta vetorial . Gemido colinear entre breves tangentes . E que mais, e que mais, no crepúsculo integral , senão a quociente lembrança de trigonométrica , da algébrica , incalculável delícia?

Quatro estações

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Para ler ouvindo as 4 estações de Vivaldi ou as 4 estações de Piazzolla, ou ambas. Ele nasceu no inverno, ela no outono, ele sofria no verão, ela odiava o frio. Ela o viu a primeira vez no inverno, ele, na verdade, nem reparou muito nela. Ele a reviu no outono seguinte, ela nem notou sua presença. As estações se sucederam sem que tivessem muito contato. Um inverno de relacionamento. Reencontraram-se num fim de primavera, mas não conversaram até o final do verão. No outono as folhas caiam enquanto a amizade frutificava. Inverno, primavera, verão... Então ele teve um outono quente. Ela teve um inverno acalorado. A primavera os acolheu com suas flores e perfumes. O novo verão os fundiu em seu calor. Amalgamaram-se no outono gelado. Solidificaram-se nos rigores do inverno. Amaram-se eternamente até o final de todas as estações.

O baú do Noé

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O baú do motoqueiro trazia em letras garrafais " Entregas Arca de Noé ". Claro que, naquele momento, em meio ao trânsito caótico de São Paulo, todas as piadas possíveis passaram pela minha cabeça (nada como um bom congestionamento para tirar a mente da ociosidade). Surgiram à minha frente motocicletas flutuantes, especialmente desenhadas para os dias de enchentes e alagamentos. Imaginei que poderia ser uma empresa especializada em transporte de animais (somente em casais, é óbvio), mas não consegui imaginar um par de rinocerontes sobre uma moto 125cc. A sede da empresa, a meu ver, deveria ser na rua Monte Ararat em Osasco, mas me enganei, eles estão instalados na zona oeste de São Paulo, perto do Rio Pinheiros, o que facilita a navegação. Não faço a menor idéia se o Noé dos motoboys também tem uma lojinha de vinhos, espero que, mesmo tendo, não forneça para os seus funcionários, nem que beba em serviço, seria uma maldição do Cão.

Cumpleaños

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Buenos Aires, uma terça feira de manhã de um 30 de Maio do século passado. Uma menina nasce, pequena e linda. Nasce para amar e ser amada. São Paulo, uma segunda feira de manhã do dia 30 de Maio do 11º ano desse século. Uma menina se levanta, pequena e linda. Vive para amar e ser amada. Dias, meses e anos se passaram entre um 30 de Maio e outro. Viagem de navio, estudos por lá e por aqui. Muito trabalho. Filhos. O coração sempre cheio de poesia e de paixão. Encontros, desencontros, alegrias e tristezas, surpresas e decepções. Uma vida, enfim, como a vida é. Assim como a de muitos, assim como a minha (tirando, talvez, a imigração). E minha vida, à espera da paixão e da poesia, um dia, a encontrou. Pequena e linda. Para amar e ser amado por ela. Hoje, no primeiro aniversário seu, desde que estamos juntos, eu quero agradecer. Agradecer por aquele 30 de Maio em Buenos Aires. Agradecer pela viagem de navio para o Brasil. Agradecer pela sua busca de paixão e poesia. Agra...

Árvore tombada

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Um velho questionamento filosófico , totalmente antropocêntrico e sem nenhuma lógica do ponto de vista da física, questiona caso uma árvore caia na floresta e não houver ninguém próximo se o som da queda existe de fato. A questão vem à minha mente quando olho para essa insanidade estática que é o blog. Se eu publicar um texto e ninguém souber disso, o texto existe? Claro que essas dúvidas só surgem quando eu estou escrevendo às 2 e meia da manhã ouvindo Duke Ellington tocando Prelude to a kiss. De qualquer forma, como eu sou um ser que acredita na validade dos testes, mesmo não concordando integralmente com os empiristas, resolvi fazer essa experiência. Esse texto não será divulgado nas redes sociais nem por e-mail para os meus amigos e inimigos. Eventualmente, como cito termos que são objeto de buscas nos gugols e bings bangs da vida virtual, algum desavisado acabará, fatalmente, caindo aqui e se aborrecendo com a imensa inutilidade que vai encontrar. O Rubicão está à m...