quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O crime do travesseiro

Francisco achou estranho que tivesse esquecido de trancar a porta de casa. Percebeu, logo ao entrar, que algo tinha acontecido.

Acendeu a luz e começou a examinar a sala. Tudo estava no lugar. Muito no lugar demais.

Entrou na cozinha, mais uma surpresa. Pia limpa, chão brilhando. Até as marcas de gordura do fogão tinham desaparecido.

Correu para o quarto. Um choque. A cama não só estava arrumada como tinham trocado os lençóis. Sua camisa vermelha, que ele sabia ter colocado no cesto de roupa suja, estava lavada, passada e pendurada no cabide.

Não acreditava que Lucíola pudesse ter feito aquilo. Era um doce de namorada mas faxina não combinava com ela. Mesmo assim ligou para confirmar. Além de garantir que não tinha feito aquilo, Lucíola ainda teve uma crise de ciúmes. Queria a todo custo saber quem é que tinha a chave do apartamento além dela.

Francisco ligou para o zelador, a única outra pessoa que tinha a chave. Ele afirmou que não dera a chave para ninguém, além do que, a sua cópia era da entrada de serviço e não da sala.

Francisco inspecionou a casa toda, nada havia sido roubado, pelo contrário, no armário das vassouras encontrou um estoque de material de limpeza que ele desconhecia completamente.

Passou a semana pensando no assunto. Já estava quase desencanando quando, na terça-feira seguinte encontrou a casa toda arrumada de novo. Dessa vez com um bilhete pedindo desculpas por ter esquecido a porta destrancada na semana anterior.

Pensou em ir à polícia, mas iria dar queixa exatamente do que? Que sua casa tinha sido invadida por uma faxineira fantasma?

Na manhã seguinte ele arrumou a cama, o que nunca fazia, mas achou uma maldade deixar a casa toda arrumada e a cama em desordem.

A terça-feira seguinte nem chegou a surpreender, exceto pelo vaso de lírios perfumando a sala. Concluiu que não ia mais tentar resolver o mistério. Sua única perda tinha sido Lucíola que não acreditou na história. Entre a casa limpa e a namorada ficou com a primeira.

Ao final do mês Francisco já estava viciado em organização e limpeza. Cogitava até em contratar uma empregada para dar manutenção na faxina, quando teve outra surpresa.

Ao chegar em casa naquela terça-feira encontrou tudo limpo e arrumado. No entanto, ao entrar no quarto deparou-se com a cena: um facão de cozinha atravessava o seu travesseiro, encharcado de pomarola tradicional. Na ponta da faca um bilhete:

"A partir da semana que vem deixe R$100 todas as terças feiras, ou seu apartamento voltará a ser uma pocilga".

Francisco trocou a roupa de cama tingida de vermelho, colocou na máquina de lavar. Sentou-se na mesa da cozinha e escreveu sua resposta:

" Eu deixo R$300 mas, por favor, venha três vezes por semana".

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Ao cair da tarde

Perky
And
Precious
Percolator!
(M.L.Squier)


Amanda entrou em casa cansada depois de um dia de trabalho puxado, mas sorriu quando, ao abrir a porta, sentiu o perfume dele, que vinha da cozinha.

Da porta vislumbrou a fumaça que ele soltava sem esforço.

Ele sempre fora muito doce, ainda que, em alguns momentos, deixasse escapar uma certa acidez.

Como sempre estava quente, muito quente.

Era assim que ela gostava dele, era assim que ele a deixava sempre acelerada.

Ele tocou suavemente seus lábios que emudeceram.

Intenso, o seu toque era intenso. Intenso e encorpado.

Amanda levou-o para o quarto. Esticou-se na cama. Ele era realmente revigorante.

E agradeceu aos céus pela mãe que sempre a esperava com aquele café delicioso.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ornitologia moderna

Pesquisadores ítalo portenhos em expedição pelas florestas que cercam o Ródano descobriram recentemente uma nova variedade de corujas, as quais denominaram de coruja da lavanda (otus lavandula), uma vez que as mesmas tem seu hábitat nos campos da flor símbolo da região.

Segundo os cientistas, essas aves tem hábitos diuturnos, as fêmeas são mais cheias de energia pela manhã, enquanto os machos costumam ter uma atividade noturna mais intensa.

A espécie tem uma dieta onívora e balanceada, o que lhes confere uma aparência esguia e elegante. Suas cores são variadas, indo do castanho profundo a amarelos mais pálidos, algumas aves tem plumagem em mais de uma cor.

Diferente de outras estrigiformes, as corujas da lavanda não costumam passar longas horas paradas, pelo contrário, parecem estar sempre atrasadas para algum compromisso tal a rapidez com que mudam de atividade.

Os machos, tanto quanto as fêmeas, são extremamente ciosos de suas crias, não permitindo que nenhuma ameaça as cerque. Não foram poucas as vezes que observaram o revezamento de machos e fêmeas chocando os ovos.

Os ninhos dessas corujas, além dos tradicionais gravetos e folhas, é coberto de flores de lavanda, o que lhes confere um perfume permanente. Também repararam que as aves tem a mania de manter os ninhos em ordem o tempo todo.

O acasalamento dessa espécie é tardio, em compensação as corujas da lavanda, semelhantemente aos condores dos Andes, são aves extremamente fiéis a seus parceiros e, uma vez que os encontram, nunca mais os abandonam. O ritual de acasalamento que, em outras espécies acontece uma única vez, nas corujas da lavanda parece ser uma hábito diário, como se fossem noivos que se casassem todos os dias.

A pesquisa continua em andamento e, em breve, os pesquisadores esperam desvendar algumas questões observadas mas ainda não estudadas a fundo por eles, como a coleta de pigmentos, as diferenças de temperaturas entre machos e fêmeas e o consumo excessivo de alho.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Jabuticaba

Reinaldo achou que algo estranho estava se passando com ele quando, no meio da noite, sentiu uma vontade incontrolável de comer jabuticaba.

Reinaldo odiava jabuticaba e pensou que fosse apenas um pesadelo. Levantou, fez um café e a vontade não passou, pelo contrário, só aumentava à medida que beliscava outras frutas na geladeira.

Quando não aguentou mais vestiu-se, pegou o carro e foi para o Ceasa. Onde mais encontraria jabuticaba às 3 da manhã? Para seu desespero descobriu que não era época de jabuticaba.

Como por um passe de mágica, sua vontade mudou. Precisava urgentemente de pipoca doce. Ficou aliviado, além de ser algo que gostava, tudo que precisava era passar em um supermercado e comprar os ingredientes.

Em casa, devorou a pipoca toda que comprara e foi dormir. Acordou com dor de cabeça e náuseas. Fazia sentido depois daquela inusitada refeição noturna.

O que não fazia sentido era sentir o mesmo enjôo todos os dias que se seguiram. Definitivamente, alguma coisa estava acontecendo.

Reinaldo não era ingênuo, mas aquilo lhe parecia absurdo demais. Mesmo assim entrou em uma farmácia e comprou um teste de gravidez. Foi para casa, leu as instruções, colheu o material e esperou.

Deu positivo. Reinaldo não acreditava no que via. Foi a outra farmácia, comprou outro, de outra marca. Positivo também.

Ficou tão perplexo que não se deu conta do surrealismo da situação e sua preocupação era apenas saber em que tipo de médico deveria ir. Certamente não um ginecologista.

Quando caiu na real sua preocupação mudou. Há meses que ele não namorava, como isso poderia ter acontecido? Ligou para seu clínico geral e explicou a situação. Quando o médico percebeu que Reinaldo não estava brincando pediu para encontrá-lo no hospital.

Logo ao chegar o médico o fez repetir o teste. Positivo de novo. Fez um ultrassom e, para espanto geral, o feto estava no duodeno. Foi examinado por uma junta médica. Ao final de todos os exames pediu que seu caso fosse mantido em sigilo.

E assim foi durante os meses de gestação. Depois do 5º mês pediu demissão do emprego e disse que faria um ano sabático. Não dava mais para disfarçar a barriga, nem dizendo que era o chopp que ele não bebia.

Nas últimas semanas só saia de casa para ir ao hospital fazer o pré-natal. Juliana nasceu a termo, com mais de 3 kg. Nunca um bebê fora tão lindo.

O rosto da menina não deixava nenhuma dúvida, a mãe era Carla. Chamou-a, explicou a situação toda. Carla desmontou em lágrimas ao ver a filha, aceitou o pedido de casamento que tantas vezes Reinaldo lhe fizera no passado e nunca fora aceito.

Só um amor perfeito poderia ter gerado aquela menina.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A cor da vida

Mário sempre afirmava que mulher, para ele, tinha de ser loira de olhos verdes. Poderia até aceitar uma mulher de olhos azuis ou castanhos claros, mas fazia questão de evitar morenas e mulheres de olhos escuros.

Por isso ninguém entendeu quando começou o namoro com Belinda, uma mulata de cabelos negros e olhos de jabuticaba.

Verdade se diga, não durou muito tempo, mas o rompimento nada teve a ver com a coloração da moça. Mário a deixou por uma ruiva de olhos castanhos.

O namoro com Clara durou mais tempo e também acabou quando ele se encantou por outra mulher.

Isabelle era alta, magérrima, cabelos longos e muito pretos, olhos negros e fundos. Pálida, parecia um espectro ambulante a quem ele chamava de minha mulata loira.

Os amigos não resistiram e, durante uma rodada de chopp perguntaram para onde tinha ido a convicção sobre as loiras de olhos verdes.

Mário não hesitou em responder que todas as suas namoradas eram loiras de olhos claros. Não tolerava outra opção.

Perplexos, os amigos se entreolharam. Um deles pediu que Mário descrevesse as cores do vestido da menina na mesa ao lado da deles. Errou todas.

O diagnóstico foi de daltonismo profundo. Mário enxergava tudo em negativo.

A partir desse momento Mário só teve namoradas negras. Suas loiras preferidas.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Tudo

Numa madrugada, ao despertar de sonhos inquietantes, George deu por si na cama transformado num gigantesco nada. Estava deitado sobre o dorso, tão etéreo que parecia revestido de gás hélio e, ao levantar um pouco a cabeça, não divisou o arredondado ventre sobre o qual a colcha dificilmente mantinha a posição e estava a ponto de escorregar.

E, de fato, acabou escorregando e tombando sobre o duro chão desatapetado da lateral da cama, mas não sentiu nenhuma dor, ou melhor, sentiu uma dor terrível, mas era muito diferente de qualquer dor que tivesse sentido em toda a sua vida. Doía-lhe a alma.

Levantou-se com dificuldade, mesmo não tendo peso algum e procurou um espelho. O do banheiro era o mais próximo dele. Tudo estava no lugar, o chuveiro, o vaso, a pia, as toalhas penduradas. Até mesmo o espelho estava onde sempre estivera, mas ele não aparecia nele. Achou que fosse um sonho e voltou para o quarto imaginando que, se voltasse a dormir, tudo voltaria ao normal.

Não conseguiu dormir e, nesse momento foi que ele entendeu que não estava delirando. Começou a rever seu dia, tentou entender o que poderia ter provocado essa transformação. Tinha sido um dia incomum, positivamente incomum. Passara muitos momentos felizes, estivera com as pessoas que mais amava.

Pensou em acordar Ana, mas achou que ela ficaria assustada com aquilo tudo. Olhou para a companheira na cama e ela também parecia estar tendo pesadelos, virava-se de um lado para o outro. George tentou pousar a mão sobre os cabelos da amada para acalmá-la, mas estava desmaterializado completamente para fazê-lo.

George continuava sendo um nada. Lembrou-se de que, no final da noite, tinham conversado sobre um comentário que ele fizera durante o dia que a tinha incomodado. Ele concordou que tinha se expressado muito mal e pediu desculpas, que ela aceitou.

Foi nesse momento que ele entendeu o que se passava. Ana tinha se magoado muito mais do que ele poderia supor. Enquanto não conseguisse resolver a situação, ele seria apenas aquele imenso nada.

George não tinha medos. A vida ao lado de Ana o fizera construir a capacidade de enfrentar qualquer coisa no mundo. Seu único e terrível medo era de perdê-la. Não se importava muito que as pessoas não lhe dessem valor, que só o procurassem quando precisavam de algo, que fosse um ser invisível no meio da multidão. Só não poderia ser invisível para ela.

E naquele momento era assim que se sentia. Entendeu que tinha feito uma grande besteira, que precisava da segurança dela. Ao invés de garantir sua tranqulidade, tinha lhe tirado o chão. Começou a chorar. Nem virou o rosto, um nada não precisava se esconder.

Queria acordá-la e pedir desculpas de novo. Queria abraçá-la e lhe dar todas as certezas que ele tinha dentro de si. Queria sentir que ela o amava em qualquer situação. Mas era apenas um nada miserável.

Perambulou o resto da noite pela casa. De tempos em tempos voltava ao quarto e ficava olhando para Ana, temia a chegada da manhã e o despertar dela. Quando ela acordasse, se ele continuasse sendo um nada, o que seria da sua vida?

Acabou cochilando no sofá da sala vencido pelo cansaço. Acordou com a mão de Ana segurando a sua mão. Olhou-a assustado. Ela lhe deu um beijo e lhe entregou uma xícara de café. Foi quando ele percebeu que recuperara sua forma original.

Ana perguntou o que tinha acontecido para ele estar dormindo na sala. Ele explicou tudo. Ela lhe deu um sorriso e disse que nem o nada poderia separá-la dela e que, se ele voltasse a se transformar num nada, ela seria nada junto com ele.

Além do que, ele deveria saber que eles não se pertenciam mais a si próprios. Ele que nem se atrevesse a desaparecer assim, sem pedir autorização.

Nunca um homem sofrera tamanha metamorfose. Transformado num ser com uma vida sempre feliz.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A saga da cerzideira cacheada

Luana entrou pelo meio da mata no que parecia ser uma trilha há muito não utilizada, poucos metros depois chegou ao fim da picada. Como não tinha levado seu fiel doberman para acompanhá-la, Luana viu-se num mato sem cachorro.

Olhou para o céu buscando orientar-se pelas estrelas, mas tudo que conseguiu foi encandilar-se com o brilho do sol nos seus olhos cor de burro quando foge.

A exploradora tinha um objetivo claro: a clareira de Santa Clara, onde sabia existirem fontes de cloro clarificado que lhe permitiriam exercer sua clarividência.

Foi em frente entre jatobás e jacarandás, não poucas vezes seus longos cachos enredaram-se nas ramadas fazendo com que ela quebrasse vários galhos.

Foi abandonando alguns pertences pelo caminho à medida que este piorava, só não poderia abrir mão do seu estojo de cerzir, ítem de sobrevivência quando chegasse ao seu destino.

Horas se passaram até que chegasse sem claridade na clareira. Cansada e suja sentou-se em meio às raparigas em flor e no meio da lama. Procurou o ipê amarelo que, florido, logo apareceu. Foi até ele.

Olhou para cima e quase no seu topo estava pendurada a calça preta de Gilberto. Subiu na árvore, resgatou a calça, abriu seu estojo e cerziu a barra da perna esquerda. Pendurou-a de volta no mesmo galho onde a encontrara.

Se Gilberto, algum dia, iria buscar de volta a calça, ela não sabia mas, jamais poderia acusá-la de deixar uma tarefa inacabada.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sono de princesa

Desde o primeiro olhar que trocaram Ricardo percebeu que Gabriela não era uma mulher qualquer, era uma princesa.

E não apenas uma princesa dessas que se multiplicam em reinos decadentes, era uma princesa que não existia, daquelas que nem mesmo os mais doces contos de fadas retratavam.

Isso sempre angustiou Ricardo. Ele era apenas um homem comum. Como poderia suprir as necessidades emocionais e materiais da sua amada?

O que lhe salvava a pele era o fato de sempre ter sido muito observador e, ao mesmo tempo, os olhos de Gabriela eram muito expressivos. Sempre que percebia algo procurava resolver rapidamente. Gabriela o admirava por isso. E o amava.

Um dia Ricardo tomou coragem e a pediu em casamento. Ela aceitou com uma condição: iriam a uma loja de móveis e ele escolheria a cama. Se acertasse qual cama ela escolheria, casariam em breve. Se errasse continuariam namorando até que ele a entendesse o suficiente para casar.

Na loja, Ricardo se apavorou. Excesso de modelos, de opções de tamanho, de cabeceiras, de criado mudos. E uma vendedora que não parava de falar impedindo-o de observar as reações de Gabriela.

Viu camas de extremo luxo, camas com dosséis, camas com aplicações entalhadas a mão. Até que reparou em um brilho que vinha do fundo da loja. Quase que escondida viu uma cama com uma cabeceira repleta dos olhos de Gabriela.

A vendedora disse que eram apenas cristais de vidro, nem era uma cama tão cara. Ele disse que era aquela que queria. Quando olhou para trás Gabriela tinha sumido. Saiu desesperado pelos corredores do shopping em busca da sua princesa.

Encontrou-a na joalheria. Acabara de comprar as alianças.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Venter frigidus

Estudiosos da faculdade de medicina da renomada universidade de Chatanooga Choochoo publicaram no último número da revista Mediciana Epitelial um estudo conclusivo e definitivo, para não dizer, inominável, a respeito da hipotermia abdominal.

Segundo o artigo, o fenômeno atinge 100% da população mundial, ainda que, em quase todos os casos, são ataques agudos de curtíssima duração.

A amostra da pesquisa, que incluiu pessoas de todos os gêneros, raças, credos e orientações psicomatemáticas com idade acima de 14 anos, foi coletada nos dezoito continentes e 5 incontinentes,

Descobriu-se que cerca de 9,345% da população sofre desse tipo de padecimento de forma crônica, seja por ação da calota polar ou do copo de cerveja que derrubam em si mesmas quando o teor de alcoolização ultrapassa 57mg/l. Outros 1,274% são afetados de forma endógena e, por isso mesmo, foi o grupo sobre o qual os pesquisadores se debruçaram com mais afinco.

Assim debruçados, alguns desses pesquisadores acabaram por pegar no sono, o que não invalidou totalmente o estudo, visto que uma quantidade estatisticamente válida dos mesmos permaneceu acordada.

O caso que mais chamou a atenção foi um mentiroso externo à curva normal que apresentou uma frequência permanente de hiportemia abdominal. O caso foi constatado na região das Codornizes na megalópole de Hum na Croácia.

Acompanhado pelos médicos e também por um estratégico grupo de controle, o Hum-ano demonstrou que seu caso de hipotermia estava intrinsicamente correlacionado (linear e logaritmicamente) com os seus batimentos cardíacos sempre que pensava ou se defrontava com sua Hum-ana.

Como os doutores investigadores concluíram, além de ser caso único na literatura hipotérmica, tal comportamento metabólico só fazia bem ao sujeito e, por isso mesmo o consideram apenas como uma nota de rodapé na publicação.

Crédito: a imagem da foto é uma reprodução do ultrassom abdominal do ser citado acima

A canicular antologia desse verão

Meus comentaristas....ah...meus comentaristas... mesmo quando eu escrevo pouco eles (e elas) se superam.

Abaixo a antologia de Dezembro e Janeiro. Cada dia mais insana

Faltou a trilha!!!!

onde termina a ficçao e onde desponta a realidade...

...... e viva o parecetamol.

Ahhh...as endorfinas!!!

Será que ele desconfia dela?

nada de confundir os talheres e nem pagar mico!

este é sempre o primeiro pontapé para dar tudo errado!!

Dependendo do tamanho, vira um baú pra carregar nas costas!

Por causa da geléia de rosas, a mãe teve uma enxaqueca, na casa infestada de pulgas

vou bem levar em conta, e com seriedade, a possibilidade do uso da goma arabica no dia a dia aqui de casa

eu também não gosto de dividir a minha salsicha

A salsinha era picante?

Quanto a salsicha, cada um cuida da sua como pode.

Problemas com a insonia, Fabio?...

Gosto dessa sua mão sobre o papel quando versa.

Cada um com suas idiossincrasias.

Preciso aprender um "julienne" qualquer logo!