sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Don't Think, Twice It's All Right

Túnel do tempo. Juntos com Joan Baez, os melhores intérpretes do Bob Dylan folk. A letra merece ser ouvida com toda atenção.

Infância : doce sabor de amora



Cheiro de amora e sonho. Amora senha. Amaro signo. Geléia de amora comprada em feira. Amor a feira. Ferida flor. Cidade. Doce substituta.Você passa geléia na torrada, aristocráticamente, apressadamente. Limpa a gota vermelha de sumo e suco. Sangue em guardanapo de linho. Gota de geléia que escorre dos lábios para o queixo. Pressa e passa à porta para o trabalho.Roupa burocrática, rosto impassível. Observa o impossível.

Manchada confunde a mancha e o trânsito. Hora certa, rumo certo, trabalho certo. E amoras. Amoras amargas. Amara amora. Boca cor de sangue. Cor de sonho. Pé de amora. Pé e tronco tintos tanto compreendiam segredos, degredos, medos. Gritos de raiva e rios de riso. Abraçados abraçando as lágrimas em folhas, força e tronco.

Relembrança. Esperança. Avô ajudando a plantar num canto da chácara. Contos de fadas, reino de fantasia, fantasmas, bruxos, magos. Primos, primas, pais, poemas, panos, peças, enlouquecer maravilhosamente. Mãos negras e estrelas enfeitiçando o espaço . Cavalos-vassoura percorrendo o campo , atrapalhando o futebol , colhendo laranjas. Amoras de temporada. Amores de temporada. Primeiras marcas do sangue misturado a frutas esmagadas. Sonhos esmagados. Crescem juntas.

Tempo, tempo. De volta na curva da estrada de terra que levava à chácara. Tira os sapatos , solta o cabelo tenso do coque profissional. Tira os pesos que a atam à terra. Casa abandonada, mato alto em volta dos sonhos, mito destruído.Corre desesperada. Ela espera velha e cansada. O avô não está mais ali. Seu riso fácil não está mais ali . Seus sonhos moram alhures. Mas ela está ali, pronta e amiga a lhe oferecer frutos guardados só para você.

Aura amara, amiga amarga. O verde fruto não tem o sabor de outrora e nenhuma lágrima a comove. Disse que voltaria, mesmo sem crer nisto. Aura amiga , amora amara. Talvez os frutos estejam maduros. Mas não tão doces quanto o seu passado.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Duas ou três coisas


Muitos meninos se apaixonaram pela sua primeira professora. Eu sempre fui um menino póscoce (não, não procure essa palavra no dicionário, você não vai encontrar) então só fui me apaixonar por uma professora no segundo ano da minha segunda faculdade.

O nome dela era Nina Rosa, pequena, cabelos curtos, óculos. Era professora de Língua Portuguesa III & IV . Não era modelo de revista, mas era doce, engraçada, atenciosa. Ela me introduziu (leia o resto antes de tirar conclusões) ao mundo da síntese poética, das aliterações e, especialmente aos livros de Roland Barthes.

Claro, o amor sempre foi platônico e unilateral (um colóquio unilateralmente sentimental ?). Mas não deixou de ser declarado. Entre os muitos exercícios de redação que fiz durante esse ano de convivência semanal, um deles foi o poema abaixo. Não lembro da nota (costumavam ser boas) e nunca houve nenhum comentário adicional.

Duas ou três coisas que não sei a respeito dela

Menina
que atrás dos óculos
Me nina
Embalando idéias e poéticas
Funções de vida

Me nina
na leitura imprevisível
no olhar indescritível
na opinião sincera
Tecendo e tramando
novos amanhãs
nos meus ideais

Me nina
Me faz sonhar,
falando atrás dos óculos

Sonhar ser como és
Tentando ser como sou
Nào sei muito mais
que duas ou três coisas
As poucas que sei
sugerem poesia

Menina
que atrás dos óculos
Me nina
Canção de ninar que aprendi
Em tão pouco tempo

15.10.82

Um pouco depois que eu saí da faculdade soube que ela também tinha saído para se dedicar integralmente à USP. Nunca mais a vi e nunca mais ouvi falar a respeito dela.

Memória amorosa patológica


Todos nós temos memórias afetivas e amorosas , boas ou ruins. Algumas nós gostaríamos de perpetuar, outra de esquecer de vez. Em ambos os casos, elas insistem, de tempos em tempos, a reaparecer na nossa cabeça provocadas por pequenas referências do dia-a-dia que nos remetem de volta ao passado.

Existem inclusive caso que foram absolutamente trágicos no passado e com o passar dos anos se tornaram cômicos (pelo menos para mim, não sei como continuam na memória da outra pessoa). Outro dia me lembrei de uma situação amorosa-patológica da qual fui personagem.

Eu estava cortejando (eu avisei que a minha terminologia era anacrônica) uma garota fabulosa : inteligente, bonita, elegante. Aquele tipo que você encontra uma vez na vida. Melhor, ela dava sinais que estava correspondendo : sempre falava comigo, aceitava meus convites para sair e até me escrevia. Tudo corria às mil maravilhas.

Aliás, corria bem demais. Depois de alguns encontros sem contato físico, um belo dia aconteceu o primeiro beijo (o segundo, terceiro, nem lembro exatamente quantos foram) dentro do carro na porta da sua casa, com todos os componentes típicos da situação, inclusive com o pai chegando em casa e ela se escondendo para ele não ver. Fui parar nas nuvens. Passei a noite sonhando com aquele beijo. No dia seguinte mandei flores (também um hábito meio em desuso).

Quando foi de noite telefonei para ela... aí ela me contou que estava meio confusa (já tive maus presságios). Chegando em casa ela esquentou uma sopa de abóbora que a mãe tinha feito. Comeu e depois ficou pendurada no telefone com as amigas (o que será que falaram ?), aí começou a passar mal. Achou que fora um mel com agrião que eu tomara para a tosse. Juntou com a sopa e talvez seu estado de espírito e.. bem... começou a me sentir enjoada... com dor de cabeça...... ver letras... figuras... barulho... tudo a incomodava. E não teve jeito, teve de vomitar (arghhhh) tudo o que tinha comido ou bebido desde a tarde.

Meu humor sempre foi estranho, e não resisti à piada : "espero que não tenha sido o meu beijo". A resposta dela foi educadíssima : "Não, o beijo foi ótimo, se dependesse dele eu estaria ótima".

No dia seguinte liguei para saber se ela estava melhor. Não me atendeu, a mãe deu uma desculpa qualquer. Mais um dia, outra desculpa. Mais um dia e mais uma desculpa esfarrapada.
Três dias depois chega uma carta em casa. Nem era uma carta, apenas um bilhete. "Não me ligue mais. Se quiser podemos continuar amigos" (...podemos ser amigos simplesmente, coisas do amor, nunca mais).

Até hoje eu penso se não deveria fazer algum teste para checar se a minha saliva tem algum componente que faça mal para o fígado.

Desde então nunca mais saí com alguma mulher sem levar no bolso um pacotinho de sal de frutas.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Nesta caverna o convite é sempre igual

Para a Deyse, cujo coração sempre é novo.

Hai Kais sobre um tema proposto


Não posso sonhar
Como se chuva fosse
Primeira rosa

Não devo cantar
Letra morta sem calor
Silenciosa

Não preciso ver
Teu gelado desprezo
Falaciosa

Não mereço ser
Relâmpago nas costas
Impiedosa

Não quero pensar
Por uma névoa fugaz
Felicidade


*Haikai (Haïku ou Haicai) é um forma poética de origem japonesa, surgida por volta do século XVI, que valoriza a concisão. O haikai é a arte de dizer o máximo com o mínimo. Cada haikai capta um momento de experiência, um instante em que o simples subitamente revela a sua natureza interior e nos faz olhar de novo o observado, a natureza humana, a vida. O grande mestre haikaista foi Matsuô Bashô (1644-1694). É um poema de três versos, escrito em linguagem simples, sem rima, com dezessete sílabas poéticas (sendo cinco no primeiro verso, sete no segundo e cinco no terceiro), e com uma referência à natureza expressa por uma palavra (o chamado kigô), que deve representar também a estação do ano.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Aforismos inconsequentes


Não existe nada pior para o presente que a permanente preocupação com o futuro.

A intolerância do vizinho sempre é mais verde que a nossa.

Nenhuma história de amor da literatura sobreviveria sem a precisa geometria dos triângulos.

Os sonhos são memórias daquilo que gostaríamos de ter vivido

O objetivo de toda ONG ao ser criada deveria ser sua auto-extinção.

Ética, nos olhos dos outros, é refresco.

O falso libertário sempre causa mais danos que o falso moralista.

domingo, 26 de agosto de 2007

Criaturas da noite

E algumas do dia também

Poemeto em E



Ela
Estava
Estática
Era
Enamorada
Errada
Então
Esteve
Enigmática
Esqueceu-me
Explicitamente


Eternamente




Escrito há trinta anos....como se fosse há 20 minutos.

O sorriso de gata da Alice

Em 1986, Anne Bancroft (linda como sempre) e Anthony Hopkins (nada assustador como costumava ser) protoganizaram uma pequena jóia do cinema chamada "84 Charing Cross Road", pessimamente traduzida (como sempre) em "Nunca te vi sempre te amei" (o que já conta o desfecho da história....como na tradução do filme de suspense que virou "O assassino era o mordomo")

Quem nunca viu, veja. Procure nos sebos, nas video locadoras que tem filmes de arte. É a história da correspondência (por carta de papel, selo, correio....) entre a escritora Bancroft, em Nova York e o livreiro Hopkins em Londres (o nome do filme é o endereço da livraria).

É a história de uma grande paixão. A paixão comum que os dois tinham pelos livros.

Sempre que troco mensagens com a minha amiga Alice eu me lembro dessa história. Não a conheço pessoalmente (claro que, em tempos de Internet, nós temos a vantagem de já termos visto um ao outro em fotos dos álbuns virtuais) mas, em alguns momentos, é como se ela morasse no apartamento ao lado, falamos de filhos, de amores, de poemas (e ela escreve bem prá chuchu), de trabalho...e daquilo que a vida nos colocar na frente.

Mas Alice não me lembra só desse filme. Seu delicioso sorriso me lembra o irônico sorriso do Cheshire Cat de Alice no país das maravilhas (pena que a gente não more nesse país....) e para ela escrevi o poemeto abaixo.

Surreal o sorriso do gato
De Alice
Gato feliz
Que não se contenta
apenas
não se contém

A face que encontra
É a que não procura
Pois nada procura
Não indica o caminho
Se não se sabe o destino

Um gato cheio de felicidade
alicidade
numa cidade além
da curva do rio

A porta se abriu e eu entrei
No sorriso real
Que o gato deixou para Alice







Já não sou mais um barato


A adolescência é um período maravilhoso e pavoroso das nossas vidas. Se, de um lado, nos deparamos com uma infinitude de novidades, paixões e sentimentos, aos mesmo tempo nos frustramos com a incapacidade de colocá-las em prática da forma que as idealizamos.

Descobrimos que o mundo está cheio de coisas que desconhecíamos durante a infância. Mas também que não temos, ou nunca teremos acesso, á maioria delas. Nos apaixonamos perdidamente a cada 3 dias, e levamos um fora a cada 2 dias e meio. Os hormônios em fúria provocam acessos súbitos e repentinos com finais solitários.

Revirando meus alfarrábios desenterrei um poemeto bem idiota que eu escrevi quando tinha 17 anos, chamado Sofisticação Anti-Lírica ao qual meu amigo Paulo Ricardo subtitulou de “Leia-se : já não sou mais um barato” (você precisa ter mais de 40 anos para entender o que era ser um barato). O poema dizia o seguinte

Sou um ser cataclítico
Complexo
e burro.
Sou um sujeito incapaz
paradoxal
e tolo

Sou supinamente incogniscível
Nas horas fatais
sou estúpido.

Como eu me odeio
Quando estou
apaixonado.

Um dia a adolescência passa. Nos tornamos maduros e sensatos (sic) e acreditamos que muitas das coisas com as quais sonhávamos já tinham sido conquistadas ou, quando não, era porque tinham sido apenas sonhos fúteis e passageiros.

Aí a gente descobre que, da mesma forma que os antigos invernos tinham momentos de veranicos (sim, o aquecimento global acabou com os veranicos), nós temos, de tempos em tempos, a adolescência batendo à nossa porta. E de uma forma mais crítica que a primeira, pois chega de uma forma totalmente inesperada.

E reaparecem novidades na forma de alguém que supunhamos não existir. E nos apaixonamos de novo, como isso nunca tivesse acontecido. E os hormônios entram em fúria, com o agravante de que estavam totalmente fora de forma.

Ao contrário dos processos interrompidos, esses, nem decolam. O caos aéreo fechou todos os aeroportos. Estacionados no solo surge um novo poema que diz mais ou menos o seguinte

Sou um ser cataclítico
Complexo
e burro.
Sou um sujeito incapaz
paradoxal
e tolo

Sou supinamente incogniscível
Nas horas fatais
sou estúpido.

Como eu me odeio
Quando estou
apaixonado.

sábado, 25 de agosto de 2007

Show Ana Carolina - Rosas (Canecão 22/07/2007)

Rosas

As rosas são uma constante na nossa vida lítero musical amorosa. Desde as rosas mais trágicas como a de Hiroshima, até as mais pops, como o Samuel Rosa...

Olho a rosa na janela
Sonho um sonho pequenino
Se eu pudesse ser menino
Eu roubava aquela rosa
E ofertava todo prosa
À primeira namorada

O mais interessante é que apesar da rosa dar nome a uma cor, muitas cores dão seus tons às rosas. Não sei se originalmente as rosas só eram cor-de-rosa e foram se transformando no processo evolutivo ou de brincadeiras transgênicas. Minha escolha pelas vermelhas é sempre intencional.

Não me agradam as rosas brancas, me passam um imagem funesta e lúgubre.

As amarelas são bonitas, mas o que diz o amarelo ? Só se minha intenção fosse relembrar alguma indiposição de fígado.

Existem rosas cor de champagne. Lindas. Mas são aquelas que a gente oferece para a mãe, ou para uma tia velhinha.

As rosas rosas também são bonitas, talvez pelo meu momento atual, eu as ache infanto-juvenis.

As vermelhas...ah...as vermelhas. Sempre sou lembrado da dramaticidade do vermelho. Vermelha é a sua pele quando encontra aquele alguém (depois, conforme vai relaxando o vermelho se amaina) , vermelho o sangue que lhe sobe pela cabeça quando se choca com algo.

Primavera
Sedução vermelha

O amor desabrocha numa flor
Vermelha
A primavera seduz numa cor
Vermelha

Logo, as rosas não poderiam ter outra cor. Mesmo quando são vermelhas, ainda são rosas.

Por isso pode ser que minha linguagem amorosa seja meio anacrônica. Não estranhe. A terminologia mais moderninha não combina com a minha idade.

Tu és, divina e graciosa
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor

Rosas...rosas ... rosas...
Rosas formosas são rosas de mim
Rosas a me confundir
Rosas a te confundir
Com as rosas, as rosas, as rosas, de abril

Ok, ok. estamos quase em setembro, o mais cruel dos meses...mas isso é assunto posterior

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Genuflexo


Genuflexo

Era só mais uma daquelas mensagens que a gente recebe todo dia em nossas caixas postais eletrônicas : “fulana publicou um novo post no seu blog falante”. Existem mensagens e mensagens, da mesma forma que nem todo fulano é um simples sicrano e algumas fulanas são mais beltranas que as outras resolvi abrir. Cliquei no link e caí de joelhos.

Literalmente. A mensagem era uma foto com uma frase. Mas não era uma foto qualquer, nem uma frase roubada de alguma compilação googlada. Entre os joelhos se entrevia o mundo e, antes que você meu leitor comece a ter delírios pornográficos eu já aviso que a visão era exógena. Passava pelos joelhos refletindo luz e continuava em direção à janela.

A frase de uma simplicidade e concisão assustadora. Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras. A conjunção da imagem com aquelas 6 palavras dizia muito mais que as mil e seis possíveis. Não sou dado a fazer muitos comentários em blog, mas postei um trecho de um poema do Helvécio Goulart que dizia :

“Passem a viver entre nós seus joelhos pensativos
A flor de seus cabelos na cinza da neblina
O seixo de sua voz que rola....”

Ato continuo comecei a ver joelhos pelo caminho. Alucinação ? Insanidade ? A verdade é que a mensagem buliu comigo. Passei a ficar com uma certa fixação por rótulas (que por sinal mudaram de nome, mas essa é outra história). Eu que já tinha caído de joelhos, entrei de cabeça no jogo.

Não sem questionamentos, é claro. De novo lembranças, Tomzé cantando na caixa. Tenho no peito tanto medo. É cedo. Mas se tens bons senso ou juízo. Eu piso. Mais do que nunca me tardocedia e me cedotardava. Só mais um defeito de fabricação. E, antes tarde que sempre, comecei a sentipensar como se a foto tivesse sido colocada só para mim.

Para onde isso vai. Não sei e não quero saber. Não existe nada pior para o presente que a permanente preocupação com o futuro. O tempo não é a minha matéria, mas caminho de mãos dadas com a vida presente.

Sigo em frente, de joelhos, sem que isso se configure em auto flagelação nem masoquismo.


Entrevendo o mundo.

Manifesto mutantista


Não existe mudança que não seja marcante. Ou não é mudança.
Mudar é romper as estruturas que são estabelecidas.
Mudar a fachada de uma casa não muda sua função enquanto casa.
Mudar, efetivamente, implica em derrubar paredes, dinamitar alicerces.
Alterar a concepção de uso do espaço.

As mudanças que marcaram a história foram além de trocar fachadas.
A mudança política é uma farsa. É substituição de fachadas.
Mutantismo é revolução permanente.
Desestabilização dos sistemas estéticos, filosóficos, sociais e políticos.
Desestabilização do sistema mutante.

Novos modelos criados pelo mutantismo devem ser combatidos a partir da sua criação, por outro modelo a ser destruído em seguida.
Combater modelos não é contra-revolução.
Fora a alternância de poderes e a recuperação de antigos moldes.

A fama por 15 minutos. A estrutura por 15 dias.

Idéia A, destruída por B, ridicularizada por C. Nào importando quantos alfabetos precisem ser criados.

O mutantismo só atingirá o ideal quando ele mesmo for destruído enquanto estrutura. Se não assume, ele mesmo, a postura de poder constituído.

Seu lema é , era, será e nunca foi.